Área plantada da cultura de cebola sofre redução em SC

Em Santa Catarina, a produção de cebola da safra 2011/12 deverá ser menor do que a safra 2010/2011.

A redução de 10,8% na área plantada (de 22.224 para 20.054 hectares) é resultado direto dos preços baixos recebido pelo kg  de cebola pelos produtores na venda da safra passada. 

O preço médio recebido de R$ 0,36/kg mal cobriu os custos de produção.

Além disso, o excesso de chuva neste inverno atrasou o transplante e prejudicou a germinação nas áreas de semeadura direta.

A produção bruta prevista para 2011/12 é de 497,7 mil t, 8,0% inferior ao volume colhido no ano anterior.

A produtividade esperada é de 24.819 kg/ha, 2,6% superior à safra passada. Em função das adversidades climáticas, muitos técnicos e lideranças do setor avaliam que dificilmente esta produção será alcançada.

Sergipe tem curso internacional sobre produção sustentável de coco

Esta acontecendo de 21 a 25 de novembro, Aracaju (SE)  o curso Produção Sustentável de Coco e Classificação de Frutas e Hortaliças. Estão presentes  técnicos agrícolas de 18 países como Paraguai, Angola, Honduras, Colômbia, Indonésia, Cuba, México e Venezuela.

O curso tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

O  curso aborda questões importantes como: produção integrada, variedades e híbridos, preparo de mudas e plantio, manejo e tratos culturais, nutrição e adubação, coleta de solo e folhas, morfologia e ecofisiologia, controle de pragas e doenças e aproveitamento dos co-produtos.

Na oportunidade os participantes poderão ainda visitar laboratórios da Embrapa Tabuleiros Costeiros que desenvolvem experimentos e análises que dão suporte às pesquisas brasileiras com a fruta.

Chega ao fim o Rally da pecuária brasileira

Chegou ao fim, na última sexta-feira, dia 11, o Rally da Pecuária. A expedição tinha a finalidade de produzir um diagnóstico da criação de gado no Brasil, por meio de visitas em mais de 100 propriedades de cria, recria, engorda e confinamento, nas cinco regiões do País por meio de aproximadamente 1.000 avaliações da condição de pastagens, de rebanho e da infra-estrutura.
Com equipes de especialistas como agrônomos, representantes de empresas do setor, jornalistas e

consultores, foram identificados fatores como a condição corporal dos animais, índice de natalidade, ganho de peso, consumo de sal, sistema de gestão e o manejo de pastagens. Os dados também serão utilizados para calcular a oferta de bezerros para 2012 e 2013.

Entre os trabalhos focados no pasto, a Embrapa Monitoramento por Satélites (SP) pôde aferir os diagnósticos que hoje são realizados por meio de fotos de satélites.

Com a visita in loco nas propriedades e a medição dos pastos em diversas regiões, técnicos da Embrapa poderão comparar os dados das pastagens com as imagens de satélite, aprimorando os parâmetros de classificação dessas pastagens à distância. Desta maneira, a central da Embrapa poderá dimensionar melhor a quantidade de pastos degradados e o volume de pasto nos campos.
Fonte: Portal DBO

Nutrição animail: Coamo lança ração animal para seus cooperados

Rações e Concentrados Coamo. Está é a novidade que a Coamo Agroindustrial Cooperativa lançou para os seus cooperados recentemente, em todas as suas unidades nos estados no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “Trata-se de um importante benefício para a melhoria do potencial produtivo na área de nutrição animal e vem ao encontro das necessidades do nosso quadro social”, informa o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, que participou do lançamento em Campo Mourão. 

As rações e Concentrados com a marca Coamo em diversas espécies para bovinocultura de leite ou corte, piscicultura, suinocultura e avicultura, estão disponíveis a partir de hoje nas lojas da cooperativa e vem agregar o desenvolvimento das atividades dos cooperados com fornecimento de produtos com qualidade comprovada.

O médico veterinário do Detec da Coamo, Hérico Alexandre Rosseto, explica que as rações e concentrados Coamo são produzidos com o objetivo de alta performance e controle de qualidade. “As rações e concentrados Coamo foram elaboradas através de pesquisa fundamentada nas necessidades nutricionais de cada animal. Os ingredientes são preparados com qualidade avaliada para que possam dar o melhor aporte nutricional e desempenho para cada categoria animal”, esclarece.

Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, a chegada do mais novo produto da cooperativa é motivo de satisfação para os produtores associados. “Hoje é um dia especial para a Coamo e seus cooperados. Trata-se um pedido do quadro social que passa a contar com rações e concentrados de qualidade”, explica Gallassini, informando que inicialmente, a produção será terceirizada, mas conforme a ampliação dos volumes no fornecimento, a cooperativa estudará a possibilidade de contar com uma fábrica própria de rações e concentrados.

Qualidade- Durante o lançamento oficial das rações Coamo em Campo Mourão, o cooperado Wilson Pereira de Godói foi o primeiro a receber o novo produto da Coamo. “É um orgulho e satisfação receber essa primeira unidade das rações Coamo, que é um produto que vem com a marca da nossa cooperativa, que é de confiança, credibilidade, por isso, temos a certeza de levar qualidade para nossa propriedade”, comemora Godói.

Jovem é diagnosticada com síndrome da alergia a frutas e legumes

Chrissie Roberts, 22 anos, desenvolveu uma inusitada doença quando ainda tinha 15 anos: a jovem é alérgica a frutas e legumes. Segundo os médicos, Chrissie foi diagnosticada com a síndrome da alergia oral, um grupo de reações alérgicas que ocorrem quando ela ingere frutas e legumes frescos. E o problema não vem só na alimentação: produtos de limpeza ou de beleza que tragam frutas na fórmula também devem ser evitados.

Após a descoberta, a jovem britânica quer sensibilizar as pessoas sobre sua rara doença. Ela conta que estava no colegial quando apresentou o primeiro sintoma da doença. "Eu costumava comer uma fatia de melão todos os dias durante o intervalo. Um dia eu estava brincando com meus amigos e coloquei meu rosto inteiro na fruta. Depois de cerca de 10 minutos surgiu uma enorme mancha vermelha no meu rosto e minha garganta começou a se fechar". 

Em entrevista ao Daily Mail, Chrissie conta que tentou comer a fruta novamente, mas a reação alérgica foi ainda mais forte. "Depois disso eu comecei a ter reações a todas as frutas e alguns vegetais. Ficou tão ruim que eu fui forçada a cortá-las da minha dieta completamente".

Chrissie contou que uma noite de sono transformou-se em um pesadelo quando ela experimentou um novo condicionador de cabelos. "Eu estava na casa de uma amiga e decidimos usar o condicionador que ela comprou. Depois de alguns minutos eu senti uma sensação de queimação nas minhas costas e enormes manchas vermelhas onde nos locais onde passei o produto".

Ao ler a embalagem, ela percebeu que o cosmético continha abacate em sua fórmula.

A mãe e o padrasto de Chrissie, que são farmacêuticos, sempre colocam anti-histamínicos na bolsa da filha, além de um estoque em seu alojamento na faculdade.

"A maioria dos meus amigos procuram não comer frutas na minha frente, para que eu não me sinta mal", falou. "Mas eu sinto falta de comê-los. É irônico, porque eu estava realmente saudável antes do que aconteceu e eu sempre gostei deste tipo de alimentação".

Segundo o alergista de Chrissie, síndrome de alergia oral é o termo médico utilizado para designar a reação alérgica a alguns tipos de alimentos que passam por lábios, boca e garganta. Pessoas que sofrem com rinite alérgica têm maior probabilidade de desenvolver a doença", disse.

Empresa vai produzir frutas em barras de produtos naturais

A partir do próximo ano vai poder comer fruta de uma forma mais prática, sem ter de se preocupar com a casca ou o caroço do alimento. A ideia de produzir fruta em barra surgiu da empresa portuguesa Nutrigreen e já conquistou prémios internacionais.

"O cada vez mais acelerado ritmo de vida combinado com a necessidade de consumir alimentos que são benéficos para o organismo levou à criação e pesquisa sobre comida que seja fácil de transportar, conservar e consumir", é assim que a Nutrigreen apresenta o seu produto inovador.
A empresa sediada em Torres Novas está a produzir barras de fruta, feitas a partir de produtos naturais convertidos em puré e adicionados a gelatina vegetal (algas), indica a Lusa.

A Nutrigreen está a desenvolver este produto há dois e vai finalmente apresentá-lo no mercado no próximo ano. Desta forma a empresa torna-se pioneira a nível mundial, título que, aliás, já foi reconhecido com um prémio de inovação. "Temos apresentado o nosso produto em feiras e a recetividade tem sido muito boa", disse a empresária. A feira alemã Anuga, o maior certame para o setor da alimentação a nível mundial, foi o evento que premiou a ideia. 

O produto vai destinar-se essencialmente ao mercado "healthy" e os principais consumidores vão ser as mulheres e crianças, explicou à Lusa Lídia Santos. "É um produto que tem, no máximo, 40 calorias, é fácil de transportar e pode ser consumido em qualquer lugar e entre refeições", notou.

Estas barras de fruta vão estar disponíveis no mercado em 2012, segundo contou a administradora da empresa, Lídia Santos. Os primeiros sabores disponíveis vão ser o de abacaxi, manga, tutti-fruti e abacaxi/coco. A fruta usada é essencialmente nacional (cerca de 80%) e importa apenas os abacaxis e as mangas.

O mercado internacional é uma das grandes apostas da empresa que pretende também vender em Portugal. Lídia Santos contou à Lusa que acredita que a restauração e grande distribuição, assim como as máquinas de venda automática vão oferecer uma grande procura pelo produto.

Além das barras de fruta, produzidas 100% a partir de produtos naturais, a empresa é responsável também pela produção de sumos e purés de fruta naturais. Entre 19 e 21 de Outubro a Nutrigreen é uma das empresas presentes na feira Fruit Attraction, que decorre em Madrid. 

A base da agricultura familiar concentra-se na pecuária leiteira

A base da Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul está concentrada na criação de bovinos, especialmente na pecuária leiteira. A atividade é a principal renda da agricultura familiar.

A produção leiteira no Estado se apresenta como a terceira atividade econômica com maior valor bruto de produção, gerando cerca de R$ 130 milhões anuais e uma média de 6.600 empregos. Esses dados garantem a Mato Grosso do Sul a 9ª posição no ranking da produção nacional de leite.

Agricultores dessa e das demais atividades produtivas participam de 4 a 6 de novembro, em Itaquiraí, da 7ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e de Alimentos da Agricultura Familiar, realizada pela Federação da Agricultura Familiar (FAF/MS), em parceria com o governo do Estado, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Prefeitura Municipal e Embrapa.

A feira é realizada desde 2005, com objetivo de contribuir para a elaboração de novas diretrizes para a agricultura familiar do Estado.

Além disso, os produtos apresentados na Feira, como artesanatos, alimentos e outros objetos de consumo trazem as peculiaridades de Mato Grosso do Sul, preservando a cultura local. 

Este ano, a Feira será realizada no kartódromo Ayrton Senna, no município de Itaquiraí.

Valorização do milho aumenta custo da pecuária em MT

A valorização do milho deixou muitos produtores satisfeitos, mas ao mesmo tempo muitos pecuaristas estão desanimados com a rentabilidade da atividade. Com o custo de produção mais caro, pois o milho é o principal insumo do setor, os pecuaristas esperavam receber mais pela produção, porém a realidade mostra justamente o contrário.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de novembro do ano passado até setembro deste ano, os preços da arroba do boi gordo em Mato Grosso registraram queda de 13,7%. Na outra ponta, o preço para o consumidor reduziu apenas 2,2%.

Apesar do avanço tecnológico dos últimos tempos, a atividade da pecuária de corte teve sua rentabilidade reduzida se comparado a outras atividades. E a baixa redução do preço final ao consumidor comprova a contradição da cadeia pecuarista. De um lado o produtor enfrenta a realidade de uma atividade com baixa rentabilidade e na outra ponta o consumidor se queixa da valorização da carne bovina, que compromete boa parte do salário no final do mês.

Ainda conforme o Imea, a valorização da carne no varejo de agosto para setembro foi de 6,2%. Em contrapartida, de 2005 até agora, a valorização no preço pago ao pecuarista foi de 73,73%, já o aumento da carne bovina nas prateleiras foi de 145,82%.

De acordo com o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, não existe nenhuma explicação técnica para esse aumento no preço da carne nesse período do ano, que muitos alegam ser motivado pela chamada entressafra. “A arroba teve uma desvalorização e a entressafra, que seria a diminuição de oferta de boi gordo, não existiu, pelo contrário, a oferta de gado foi suficiente para atender a demanda”. Na avaliação de Vacari, o aumento nos preços da carne para o consumidor final “continua sendo uma política do varejo injusta e prejudicial ao consumidor”.