Bezerro nasce com duas cabeças em zona rural no sertão da Paraíba

Um bezerro com duas cabeças nasceu neste final de semana no sertão da Paraiba. O animal nasceu na propriedade do casal José e Aldeires Nunes.

O bezerro continua vivo, e segundo informações dos proprietários, estão fazento de tudo para que o animal continue vivendo.

A casa do senhor José amanheceu esta segunda-feira (19), cheia de visitantes, que estavam curiosos para ver o bezerro de duas cabeças e confirmar a veracidade do fato, que tomou conta das rodas de conversas do município.




Embrapa e o sistema de produção integrada de abacaxi

A Produção Integrada (PI) de Abacaxi começou no estado de Tocantins, em 2004, sob a coordenação da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA). Em decorrência dos bons resultados, o modelo desenvolvido e praticado na região está sendo transferido para outros estados. O pesquisador Aristóteles Pires de Matos é o convidado do Prosa Rural desta semana para falar sobre esta tecnologia.

"A produção integrada de abacaxi é um sistema que visa a sustentabilidade, ou seja, a proteção ambiental; a produção de frutos sadios, limpos, com resíduos de agrotóxicos dentro ou abaixo dos limites exigidos, se não forem totalmente limpos; e com a preocupação social com o trabalhador", destaca Matos durante sua participação no programa.

A racionalização do uso de fertilizantes e de agrotóxicos é uma das grandes vantagens do sistema, que tem no manejo de pragas um elemento muito importante. Depois da análise do solo e da correta adubação, os produtores que aderiram ao sistema no estado de Tocantins tiveram redução de 28% na quantidade de nitrato/uréia, 25% na quantidade de superfosfato simples e de 43% na de cloreto de potássio. Quanto aos agrotóxicos, houve redução de 50% no uso de herbicidas, 37% no uso de inseticida e 20% no uso de fungicidas.

É uma redução bastante significativa. Além disso, o uso de herbicidas hoje, neste sistema, é somente em pós-emergência, enquanto que no cultivo convencional usa-se também em pré-emergência, o que não é permitido na produção integrada", afirma o pesquisador.

Saiba mais sobre o sistema de produção integrada de abacaxi ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
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Condições de mercado incentivam a produção de trigo no Sul do país

No ano de 2011 o Brasil produziu menos trigo e exportou mais. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a produção de trigo deve alcançar 5,15 milhões de toneladas na safra 2011/2012, 12,5% menos que a safra 2010/11, quando o País colheu 5,88 milhões de toneladas. As principais razões que levaram a queda da produção foram as geadas, a redução da área plantada e a quebra da safra. Com isso, é possível que as importações aumentem e os produtores recebam preços internos melhores, principalmente se o valor do dólar continuar aumentando em relação ao real.

Frente à grande oportunidade de mercado para o produtor, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, indica as cultivares com alta produtividade de grãos e adaptadas à região sul: BRS Guamirim, BRS 327 e BRS 331.

A cultivar BRS Guamirim foi a mais plantada nas últimas safras, é classificada como trigo pão com alto potencial produtivo, média de força de glúten e ciclo superprecoce. É indicada para a panificação industrial e mesclas de farinha. Apresenta porte baixo e alto potencial de perfilhamento, o que garante grande quantidade de espigas por metro quadrado. É moderadamente resistente à ferrugem da folha, ao oídio, à giberela e às manchas foliares.

Lançada em 2010, a BRS 327 é classificada como trigo pão, farinha branca, de porte médio/alto e ciclo precoce. Essa cultivar conquista o produtor por causa da produtividade, sanidade e tolerância a alguns estresses abióticos. Além de ser moderadamente resistente à ferrugem da folha (suscetível a Raça B34), à giberela, ao oídio, às manchas foliares e ao mosaico do trigo.

Lançada este ano, a BRS 331 é também classificada como trigo pão e tem ciclo superprecoce. O bom desempenho frente às intempéries do clima posicionam essa cultivar como um trigo bem adaptado às condições de cultivo das regiões frias do sul do país. Em virtude do melhoramento genético, esse trigo apresenta moderada resistência à geada na fase vegetativa (queima de folhas), excelente tipo agronômico com folhas eretas e colmo resistente ao acamamento. E, ainda, tem moderada resistência à giberela.

Paraguai sacrifica mil cabeças de gado por causa da febre aftosa

Pelo menos 819 cabeças de gado serão sacrificadas a partir desta quinta-feira (22) no Paraguai, como parte da extensão do bloqueio por causa dos focos de febre aftosa confirmados no último domingo.

A informação é do titular interino do Serviço Pecuário Oficial do Paraguai (Senacsa), Carlos Simón. Ele confirmou a nova data para o sacrifício do gado, que iniciaria nesta quarta-feira (21) e foi adiada para esta quinta-feira (22). Equipes executarão os animais da Fazenda Santa Helena onde foram localizados focos da febre aftosa, em San Pedro no Paraguai.

Ele ainda explicou que é preciso ajustar alguns detalhes, como a extensão de valas, cavadas com tratores do Ministério de Obras Públicas, onde serão depositados os corpos dos 819 animais mortos com tiros de rifle.


O procedimento conta com o apoio das Forças Armadas e Polícia Nacional. A tarefa se realizará em procedimento fechado, o que significa que a entrada da imprensa está proibida por questões de segurança. Porém, Simón garantiu que serão divulgados registros fotográficos para garantir que o processo foi realizado de acordo com as regras de segurança sanitária.

Depois de mortos e depositados nas valas, os animais serão cobertos por cal, e sua venda será estritamente proibida.

AGRICULTURA: dólar preocupa mas juros e rating podem atrair investimentos

O setor fabricante de máquinas agrícolas começa a traçar estratégias para atuar com a taxa cambial de hoje. Nesta terça-feira, o dólar é cotado a R$ 1,939, em mais um dia de desvalorização. O diretor de Marketing da John Deere, Paulo Herrmann, que concedeu entrevista há pouco à Agência SAFRAS em Porto Alegre, afirma que a empresa já está trabalhando com o piso de R$ 1,90.

"A oscilação depende de uma série de fatores, ficando difícil projetar um rumo certo para a moeda norte-americana", acrescenta.

Apesar do dólar deprimido, o mercado de máquinas poderá se beneficiar das taxas de juros mais baixas e da melhora da classificação de investidores do Brasil (rating). "Estes fatores devem atrair maiores investimentos ao país", prevê. Por isso, o dirigente acredita que a John Deere sofrerá menos com o dólar fraco. Além disso, muitos componentes usados na fabricação de tratores e colheitadeiras são importados, o que pode baixar os custos de produção.

Atualmente, a fábrica utiliza de 20% a 30% de peças vindas do exterior, sendo possível elevar um pouco agora em virtude do câmbio. "Entretanto, cabe ressaltar que não podemos aumentar muito as importações de componentes, pois temos compromisso com fornecedores nacionais, onde a peça chave do negócio é confiança", adverte Herrmann. Lembra ainda que, para poder usufruir das linhas de crédito do Governo Federal para a aquisição de maquinas agrícolas, o marca preciso utilizar no mínimo 60% de peças nacionais.

Mas não há dúvida que a moeda norte-americana está prejudicando as exportações de máquinas agrícolas. "Nosso produto se torna mais caro, dificultando a concorrência", explica o diretor. A maior queda de vendas do setor foi para os Estados Unidos. Especificamente em relação a John Deere, foram afetadas vendas para alguns países da Europa.

Mas nem tudo é preocupação. Um dos principais destinos da marca, a Argentina, não deve ter os negócios afetados. "Isso porque o nosso país vizinho está meio imune aos problemas brasileiros", comenta o dirigente. "Lá, o câmbio está estável, em R$ 3,00 o peso. Não há ferrugem asiática, possuem uma logística fantástica e estão aproveitando a elevação dos preços agrícolas", enumera, explicando o porque da boa demanda.
Por Rodrigo Ramos / rodrigo@safras.com.br

Feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa é aprovado

O feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa foi aprovado na manhã desta quinta-feira (15), durante reunião da CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Apesar das representações feitas pela sociedade civil e dos questionamentos quanto a insuficiência de pesquisas científicas, a variedade foi aprovada com duas abstenções, cinco pedidos de diligência e 15 votos favoráveis.

Uma das abstenções foi do próprio representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. Para as organizações, a postura adotada pelo MCT representa uma grave omissão do ministério quanto ao tema, já que o caráter científico do debate sobre transgênicos mereceria total atenção e posicionamento do mesmo.

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais vinham informando o Ministério há meses sobre a ameaça de uma votação anti-científica e em desacordo com a legislação de um dos alimentos mais importantes para a alimentação dos brasileiros. Também protocolaram duas representações ao Ministério Público Federal sobre a votação, a fim de demonstrar as lacunas científicas e o evidente conflito de interesses por parte dos membros que anteciparam seus votos favoráveis ao participarem de um abaixo assinado virtual pró-feijão transgênico.

Durante a reunião dessa quinta-feira, um dos membros da Comissão, José Maria Gusman Ferraz, apresentou parecer onde apontava diversas falhas no processo e violações ao princípio da precaução e à legislação de biossegurança. A Comissão recebeu também pareceres de cientistas especialistas em Biossegurança da Universidade Feral de Santa Catarina, onde constava o alerta sobre a necessidade de realização de mais estudos.

Apesar disso, o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, decidiu não possibilitar aos membros prazo para avaliação dos novos documentos apresentados, desrespeitando o que diz a lei sobre este tema, e a votação foi iniciada. Os que não votaram pela aprovação, votaram por diligências requerendo a realização de mais estudos. A representante dos consumidores, Solange Teles, foi impedida de participar da reunião por ter tido seu mandato expirado, devido à omissão da CTNBio em cumprir os trâmites burocráticos para efetuar sua recondução.

Ao finalizar a reunião, uma nova surpresa: o Sr. Edilson Paiva mencionou a realização de reunião extraordinária realizada no dia 13 de setembro, onde convidou as empresas proponentes de pedido de liberação de OGM´s para contribuírem na construção de nova norma sobre sigilo. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais não foram convidados a participar.

Equipamento para caudectomia de suínos

A Minosso Equipamentos Para Suinocultura desenvolveu um exclusivo alicate para a realização da caudectomia de suínos. 

De acordo com a empresa, o procedimento em suínos deve ser feito no período da manhã e no maximo no terceiro dia do nascimento, em atenção para que a caudectomia não atinja a terceira vértebra da cauda. Além disso, o procedimento deve ser acompanhado por um medico veterinário.


O equipamento deve ser ligado a uma tomada de 220 volts e aguardar por um período de 5 minutos para aquecimento e manter ligado durante a execução. 

O corte e feito por esmagamento e queima por uma temperatura de 400 graus, evitando assim o sangramento e a penetração de doenças pelo corte da cauda. Mais informações podem ser obtidas no e-mail: minosso@certto.com.br

EUA perdem 'um Brasil' em consumo de suco de laranja

Líder em demanda e berço da produção mundial de suco de laranja, os EUA perderam 42 mil toneladas de consumo em 2010 ante 2009, segundo estudo da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).


O volume praticamente equivale ao consumo brasileiro, que foi de 45 mil toneladas no ano passado.

Essa foi a primeira vez na história em que o consumo nos EUA caiu acompanhado de queda de preço. "Isso nos leva a crer que os americanos estão ficando mais pobres", afirma Christian Lohbauer, presidente da CitrusBR.

Outro indicativo de menor poder aquisitivo nos EUA é o aparecimento do néctar (suco de laranja concentrado, misturado à água) nas estatísticas de consumo americanas pela primeira vez. Os americanos são tradicionais consumidores do chamado NFC (o puro suco de laranja).

Além da questão econômica, mudanças nos hábitos de consumo com a maior penetração de águas com sabor e isotônicos no mercado contribuem para as vendas menores de suco de laranja.

Marcos Fava Neves, coordenador do Markestrat (centro de pesquisa que compilou os dados), acredita que o problema esteja mais ligado ao perfil do consumidor do que à economia americana.

"O consumidor tradicional de suco de laranja nos EUA está morrendo, e os jovens são mais suscetíveis a novos produtos", diz o especialista.
AN 

Pecuaristas beneficiados em mudanças no ICMS de Mato Grosso

Os pecuaristas de Rondolândia, MT,serão beneficiados com a assinatura de um protocolo que prevê a substituição tributária do ICMS. Com a medida, adotada pela primeira vez, os produtores do município que pagam uma aliquota de 12% para enviar os animais para Rondônia, passarão a recolher 5% que é o valor tributado para a remessa de animais para abate dentro do Estado.

O documento será assinado pela Secretaria da Fazenda de Mato Grosso e a Secretaria de Finanças de Rondônia no próximo dia 1º e entra em vigor assim que for publicado no Diário Oficial da União.

O município de Rondolândia possui 293,6 mil cabeças de gado e fica a 1.600 quilômetros de Cuiabá, no extremo Noroeste de Mato Grosso , a 850 quilômetros da planta frigorífica mais próxima dentro do Estado. Além disso, o acesso à cidade é feito por duas estradas vicinais que chegam ao Estado de Rondônia: uma por Ji-Paraná e a outra, por Cacoal. Por isso, todo o rebanho de Rondolândia é abatido e industrializado em Rondônia, para que os produtores possam manter-se minimamente competitivos.

“ A medida é positiva, se o pecuarista não abater em Rondônia terá que , praticamente, atravessar o Estado para entregar o boi” afirma Luciano Vacari, superintentende da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Vacari afirma que esta sempre foi uma demanda da Acrimat para os produtores de Rondolândia e finalmente o governo se mostrou sensível aos problemas do município.

Inpe culpa a pecuária pelo desmatamento da Amazônia

A pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da região amazônica. De acordo com levantamento realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e divulgado nesta sexta-feira, 62,2% dos quase 720 mil km2 desmatados foram ocupados por pastagens.

O estudo do governo federal considerou as áreas desmatadas nos nove estados da Amazônia Legal até o ano de 2007. Essa área representa 18% de todo o bioma amazônico.

Segundo o instituto, a maior parte dessa área é ocupada atualmente por pasto limpo. "É aquela área em que houve efetivamente um investimento. Ela representa uma intervenção deliberada humana, com bastante cabeça de gado, com a intenção de intensificação de produção", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

Câmara ressaltou ainda que a atividade da agricultura ocupa apenas 5% da área total desmatada --o Mato Grosso é o único estado da região que tem um peso significativo na produção de alimentos.

"Não tem como dizer que a agricultura é a responsável pelo desmatamento, ela não é um vetor importante. O uso que nós fizemos da floresta não foi nobre, não foi para a agricultura produtiva, foi para a agropecuária que ainda hoje é extensiva e precisa de políticas públicas para usar melhor a terra que a gente roubou da natureza", afirmou o diretor.

A intenção do governo agora é, a partir desses dados, fazer um melhor aproveitamento do potencial produtivo da região e ao mesmo tempo, garantir a preservação dos recursos naturais do bioma.

"Nós podemos aumentar com tecnologia a eficiência da agropecuária e da agricultura, que representa um universo pequeno, aumentando dessa forma a produção sem agredir um patrimônio natural", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

"Nós não precisamos desmatar para desenvolver a Amazônia. Nós não precisamos desmatar bioma nenhum para desenvolver a agricultura", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.