Embrapa promove reunião para discutir ampliação de cooperação internacional sobre cogumelos

A Embrapa e a Assessoria Internacional da Governadoria do Distrito Federal realizaram hoje (29/7) pela manhã uma reunião na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), com o objetivo de ampliar a cooperação internacional no desenvolvimento de pesquisas científicas com cogumelos comestíveis.
O evento contou com a presença do Ministro Conselheiro da Embaixada da Índia, Vinod Sachdeva; do Conselheiro Científico da Embaixada da Alemanha, Volker Niklahs e do Conselheiro da Embaixada da China, Jiang Dehua. A Embrapa esteve representada pelo Chefe Substituto da Secretaria de Relações Internacionais, Antônio Carlos do Prado; pelo Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, João Batista Teixeira e o GDF, pelo Coordenador Substituto da Assessoria Internacional, Cláudio Heckmann.

Hoje, a Embrapa mantém uma forte cooperação com a Coreia do Sul, através da Administração de Desenvolvimento Rural da Coréia (RDA, sigla em inglês) e do Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex Coreia) para desenvolver pesquisas com esses fungos, além de ampliar o conhecimento sobre metodologias de cultivo. A intenção, nesse momento, é estender a parceria para outros países.

A reunião teve ainda como objetivo divulgar o VI Simpósio Internacional sobre Cogumelos no Brasil (VI SICOG), que acontece no período de 29 de agosto a 1º de setembro no Hotel Nacional, em Brasília, DF, e vai reunir mais de cinco países (Brasil, China, Coreia do Sul, Argentina e Holanda) com o objetivo de ampliar o intercâmbio científico, tecnológico e cultural de profissionais, pesquisadores e estudantes que atuam com cogumelos comestíveis e medicinais.

Benefícios dos cogumelos para a nutrição humana

Durante a reunião, a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e especialista em cogumelos comestíveis, Arailde Urben, apresentou os benefícios dos cogumelos para a nutrição humana. Além de saborosos, esses fungos são ricos em proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais, possuem 21 aminoácidos essenciais, além de fibras.

Em 1995, a pesquisadora trouxe da China para o Brasil a tecnologia Jun-Cao, que torna o cultivo de cogumelos mais barato já que utiliza substratos de gramíneas ao invés de troncos de madeira e serragem, como nos meios de cultivo tradicionais. De lá para cá, ela vem promovendo cursos todos os anos para produtores brasileiros com o objetivo de divulgar a tecnologia e aumentar a produção desses fungos no país.

Atualmente, o consumo de cogumelos pela população brasileira alcançou 160 gramas por habitante em 2011 (era de apenas 30 gramas em 1995). Mas ainda é muito pouco quando comparado com outros países como a China, onde o consumo chega a 10 kg por pessoa; França com cerca de 2 kg por habitante, Itália, onde se consome cerca de 1,3 kg, e a Alemanha e Coreia, países nos quais o consumo alcança 4 kg per capita.

“Por isso, precisamos continuar investindo esforços para que os cogumelos possam fazer parte da alimentação diária da população brasileira”, explica Urben, lembrando que um dos fatores que ainda separa esses alimentos da nossa mesa é o alto preço dos produtos encontrados no mercado. “A adaptação da técnica Jun-Cao às condições brasileiras foi um passo para mudar esse panorama e a sua divulgação e disseminação para os produtores brasileiros é um trabalho constante e sistemático na Embrapa”, afirma a pesquisadora.

Além da cooperação formal com a Coreia, Urben mantém um relacionamento estreito com a China, onde é professora visitante da universidade da província de Fuzhou e ministra aulas todos os anos; e no Brasil, com a USP, Faculdade de Sorocaba, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Rio de Janeiro, nas quais profere palestras.

O desenvolvimento das pesquisas levou à formação de um banco de cogumelos para uso humano na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que hoje conta com 320 espécies coletadas em todas as regiões brasileiras. A pesquisadora faz questão de enfatizar que esse banco está disponível para todas as instituições de pesquisa do Brasil e do exterior que tenham interesse em ampliar o conhecimento sobre esses alimentos funcionais.
Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Contatos: (61) 3448-4769 e 3340-3672
fernanda@cenargen.embrapa.br

Eucalipto Brasil começa a produção de mudas em Andradina

A Eucalipto Brasil já iniciou o plantio de mudas de eucalipto clone na chácara Aeroporto. A empresa que vai entrar em funcionamento no mês de setembro vai gerar 300 novos empregos diretos e ter a capacidade de produção de 48 milhões de mudas clonais ao ano.

Com um investimento de R$ 15 milhões a Eucalipto Brasil vai se tornar uma das maiores do Brasil no segmento. Aliada a produção da Florestal Brasil, outra empresa do empresário andradinense Mário Celso Lopes, a produção chegará 72 milhões de mudas de eucalipto por ano no município, o que por si só deve tornar Andradina um expoente nacional do “mercado verde”.
Fonte: Painel Florestal

Suinocultores de MT pedem ajuda emergencial ao governo

Os suinocultores de Mato Grosso que geram mais de 30 mil empregos diretos e indiretos no Estado precisam hoje da ajuda do governo do Estado, caso contrário a cadeia produtiva poderá ser dizimada nos próximos anos. Com este apelo a Associação dos Criadores de Suínos de MT e a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, FAMATO, anunciaram a solução, por hora, para a suinocultura no Estado, em entrevista coletiva na Federação, ontem à tarde.

De acordo com o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, as principais reivindicações do segmento são isenção de impostos em alguns custos de produção do setor. Como a isenção de ICMS sobre a energia, a queda do preço de pauta para comercialização do quilo, a compra de carne pelo governo para inclusão na merenda escolar, e ainda uma política de preços mínimos para categoria.

“Precisamos de incentivos temporários para podermos sair da crise. Pois centenas de produtores já estão pagando pra trabalhar, o ideal hoje seria que o governo custeasse pelo menos de R$0,50 a R$0,60 no quilo do suíno vendido com prejuízo”, pediu.

Em meio a crise para tentar minimizar os prejuízos os produtores que antes abatiam animais em média de até 150 quilos já abatem suínos de 90 quilos.

Em uma apresentação o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Otavio Celidonio, mostrou como o setor suinícola do Estado investiu nas tecnificação e melhora da produção do seu plantel. Segundo levantamento do IMEA, a produção teve um aumento de 9% entre janeiro e abril de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Já a exportação sofre queda de 23%, entre janeiro a maio de 2011, se comparado com os mesmos meses do ano passado.

No entanto o que mais preocupa todo o setor atualmente é a queda vertiginosa no valor do quilo do suíno nos últimos anos, e a consequente frequência de prejuízos do produtor. Segundo dados da Acrismat que hoje reúne 350 produtores, o valor do custo de produção hoje é de aproximadamente R$2,10 mas o quilo está sendo comercializado por até R$1,41.

Outro dado alarmante é que se antes com valor bom de mercado o produtor precisava vender quatro kilos de suínos para comprar uma saca de milho – base alimentar do suíno. Atualmente o produtor precisa vender 10 quilos.

O Estado tem hoje um plantel de 1,5 milhão de suínos, destas 120 mil são matrizes tecnificadas. Mato Grosso está entre os cinco maiores Estados produtores da carne no país.

Audiência
A crise da suinocultura, se não resolvida brevemente, ira acabar com milhares de empregos no país. Diane disso a junto das associações estaduais, a ABCS apresentou dados referentes ao prejuízo pago pelo produtor nos últimos três meses, que hoje já somam mais de R$ 1 bilhão e reforçou que embargo russo só vem agravar a crise dentro do setor. O cenário foi apresentado no dia 29.06 em Brasília aos deputados federais.

“Precisamos desatrelar essa crise do embargo russo, que passou a vigorar há apenas 10 dias. Nosso grande problema se encontra nos valores de comercialização do milho que atingiram índices desproporcionais à sustentabilidade do setor, aliado a um desequilíbrio entre oferta e demanda”, defendeu o presidente da ABCS Marcelo Lopes. O posicionamento da entidade foi ratificado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. “Vamos resolver a situação do embargo junto ao governo Russo e a crise irá permanecer no setor, por isso, precisamos enfrentar a questão de abastecimento de milho e alinhar a demanda interna”.

O diretor executivo da Acrismat defendeu na audiência que é preciso buscar novos mercados para a carne suína no exterior e aumentar o consumo interno. “Hoje produzimos para exportar 80% da nossa produção segue pra Rússia, Ucrânia e Hong Kong. Para não ficarmos reféns destes mercados precisamos que o governo tenha uma política de estoque de carne e milho e que principalmente fomente o consumo interno”, endossou.

Marcelo Castelli assume nesta sexta-feira a presidência da Fibria


A Fibria, líder global na fabricação de celulose branqueada de eucalipto, conta, a partir de hoje (1°), com um novo presidente executivo. Marcelo Castelli que, até então era diretor Florestal, Papel, Estratégia e Suprimentos, assume o cargo em substituição a Carlos Aguiar, que esteve à frente da empresa desde a sua criação, em 1º de setembro de 2009. Aguiar integrará o Conselho de Administração da Fibria a partir de 2012. Em sintonia com as melhores práticas de governança corporativa, o início do processo sucessório foi anunciado em 3 de março deste ano.

Estou muito otimista em relação ao futuro da empresa e confiante que temos todas as condições para enfrentar os desafios. Nosso objetivo é desenvolver o negócio florestal renovável, investindo em inovação e extraindo valor da floresta, seja por meio da celulose ou de outros usos alternativos. Queremos gerar lucro admirado, associado à conservação ambiental, inclusão social e melhoria da qualidade de vida”, diz Marcelo Castelli. 


Com 47 anos, 25 deles dedicados ao setor de celulose e papel, o novo presidente da Fibria exerceu posições de liderança em áreas de produção, projetos e negócios em grandes companhias do setor, como Aracruz e VCP. Na Fibria, foi o líder do Projeto Integração, responsável pelas diretrizes conceituais e administrativas da nova empresa que se formava e pela união das operações.

Castelli ingressou na VCP em 1997 e ocupou vários cargos, incluindo a gerência de meio ambiente, gerência geral da fábrica de Jacareí e diretoria de operações. Antes disso, trabalhou na Suzano, Bahia Sul e na Aracruz. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Mogi das Cruzes e com licenciatura em Administração de Empresas pela Faculdades Associadas de São Paulo (FASP), o executivo tem MBA em Administração pela Fundação Dom Cabral, além de ter participado de cursos no IMD na Suíça.

Com a chegada de Castelli à presidência, Aires Galhardo, até então gerente geral florestal, assume a diretoria florestal da Fibria. Com mais de 10 anos de experiência profissional, 6 deles dedicados ao setor de papel e celulose, Galhardo foi responsável pela elaboração e execução de importantes processos de planejamentos integrados. Ele ingressou na VCP em 2005, e atuou como gerente de logística florestal. Aos 33 anos, tem graduação e pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas.

A diretoria Industrial e de Engenharia da Fibria, atualmente a cargo de Francisco Valério, irá incorporar a gerência-geral de Suprimentos. As áreas de Negócio, Papel e de Planejamento Estratégico passam a se reportar diretamente à presidência.
Fonte:Fibria