Mel de eucalipto é exportado para o mercado europeu e americano

O mel extraído das colmeias instaladas dentro ou ao redor das plantações de eucalipto, em Aracruz (ES), passa a ter reconhecimento internacional com a exportação para os mercados europeu e americano. A produção é feita nas instalações da Fibria. Na primeira semana de maio, 20 toneladas do produto, acondicionadas em 48 tambores, foram embaladas e transportadas para São Paulo, de onde seguiram para o exterior por meio da empresa Apidouro, líder brasileira em exportação de mel no país.

Em Aracruz, o mel é produzido por 32 apicultores que, por meio da Associação de Apicultores de Aracruz (Apiara) e com o apoio da Fibria e outras instituições, fazem do produto seu meio de subsistência. O produtor de mel Cleber Lecco Bertazo lembra que no início os produtores contavam com, no máximo, cinco caixas de abelhas, mas atualmente alguns já dispõem de 300 caixas.

A Fibria disponibiliza áreas de plantios de eucalipto para a instalação de colmeias, fornece equipamentos, realiza treinamentos com os profissionais e incentiva a participação destes em eventos do setor por meio do Programa Apicultura.

"Atualmente, os produtores já estão bem alinhados com as tecnologias envolvidas na produção do mel, sabem lidar bem com o manejo e a logística que a produção demanda. Isso é resultado de um expressivo apoio de capacitação fornecido pela Fibria desde o começo do projeto", afirmou o analista de Operações Florestais da empresa, Jackson Ribeiro.

Próximos passos

Este ano o projeto está sendo reestruturado tendo em vista o potencial apresentado pelos produtores. Todas as unidades da Fibria contam com o Programa Apicultura e, diante de tantos resultados positivos, a empresa estuda uma forma de potencializar a troca de conhecimento entre os participantes, gerando canais de comercialização e fortalecimento dos produtores e das associações.

A proposta é consolidar, junto aos parceiros, um grande programa coorporativo de apicultura. Mais de 16,5 mil hectares de áreas da Fibria da Unidade Aracruz já estão disponíveis. "São diferentes os modelos de cultivo do mel utilizados em cada unidade e são muitas ideias boas que, somadas, têm um grande potencial de resultado. Estamos analisando quais os melhores meios de gerar esta integração", explicou o coordenador de Sustentabilidade da Fibria, Giordano Bruno Automare.



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Produção nacional de fertilizantes cresce 5,3%

A produção brasileira de fertilizantes cresceu 5,3% de janeiro a março de 2011, em compração com o mesmo período de 2010. Os números da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) foram apresentados nesta segunda-feira, 9 de maio, durante a 53ª Reunião da Câmara Temática de insumos Agropecuários, no Ministério da Agricultura, em Brasília. Segundo o levantamento da associação, no primeiro trimestre deste ano o país produziu cerca de 2,14 milhões de toneladas (t) do produto. No mesmo período do ano passado, foram produzidas 2,03 milhões de t.

As entregas de fertilizantes ao consumidor final, número que contabiliza a produção nacional e importações do mercado externo, também registraram crescimento. Levantamento divulgado pela Anda mostra que, no primeiro trimestre de 2011, foram entregues às empresas que comercializam insumos no Brasil cerca de 4,99 milhões de t, o segundo maior número da história, ficando atrás apenas das vendas realizadas em 2008, que chegaram a 5,44 milhões de toneladas.

“Os bons preços das commodities agrícolas estão favorecendo a venda de fertilizantes do país”, destaca o diretor-executivo da Anda, David Roquetti Filho. Para o representante da Associação Nacional para a Difusão de Adubos, o aumento da demanda pelo produto também foi responsável pelo aquecimento do mercado de insumos.

As expectativas para o futuro também são bastante positivas. Segundo Roquetti, a partir de projeções realizadas por uma empresa de consultoria, as entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil devem fechar o ano de 2011 com a comercialização de cerca de 26 milhões de t, 6% acima do valor alcançado em 2010, que foi de 24,5 milhões de t.

Nova presidência

Após sete anos na presidência da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, o engenheiro agrônomo Cristiano Simon, consultor da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), passou o cargo para o também engenheiro agrônomo Luiz Antonio Piazza, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

À frente dos trabalhos da Câmara Setorial de Insumos desde a sua criação, em 2003, Cristiano Simon ocupará o cargo de consultor especial da Câmara. “Estamos muito confiantes no trabalho do novo presidente”, afirma Simon.

Montana Agriculture montadora de colheitadeiras de algodão adensado

A Montana Agriculture está sediada em São José dos Pinhais (PR), na Região Metropolitana de Curitiba e sua história de compromisso com o agronegócio nacional começa em 1996. De lá para cá, uma emocionante trajetória, que se confunde com as conquistas da  ciência, do talento, da nossa indústria e da nossa agricultura.

A Montana produz a única colhedora no mercado específica para lavouras de algodão adensado, uma modalidade de cultivo que usa a metade do espaço normal entre as linhas de plantio, elevando a quantidade de plantas por hectare.

O proprietário da Montana Gilberto Zancopé já recusou propostas de venda da empresa para Case, John Deere e Agco. Gilberto afirma que preferiu recusar pois acredita que pode  agregar muito valor ao seu negócio.

Uma das grandes vantagens do sistema adensado é o custo de produção, que fica em torno de US$ 1.300/hectare, ante US$ 2.500 no sistema convencional. Os cotonicultores brasileiros estão de olho no sistema que a cada ano tem um crescimento acentuado e proporcionado maiores lucros.

Com a ideia, a empresa já vendeu toda a produção de 40 unidades da colheitadeira modelo Cotton Blue 2826 Stripper prevista para 2011, com custo unitário próximo dos 400 mil reais, e prepara expansão da linha de produção para fazer cem máquinas em 2012.



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