Vinícola Salton expande negócios na Fronteira Oeste do RS



A fim de aumentar e qualificar a produção de uvas, a Vinícola Salton adquiriu 700 hectares na região de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Neste momento, a empresa realiza um levantamento por satélite para confirmar as características do local e, em consequência, promover um estudo para o melhor aproveitamento nos parreirais. "Ainda neste ano, planejamos plantar 30 hectares de uvas brancas Chardonnay para a elaboração de espumantes", antecipa o diretor-presidente da Salton, Daniel Salton.

Desde 2001, a Vinícola mantém parceria com cerca de 35 produtores de Bagé e Livramento por meio da qual a produção em cerca de 300 hectares é entregue, com exclusividade, à Salton.
Jornal do Comércio

A Renda agrícola volta a nível pré-crise no Brasil

Em 2009, a receita total foi de R$ 164,9 bilhões e, em 2008, de R$ 174,2 bilhões. Neste ano, a cana e o café, juntos, vão contribuir com R$ 10,1 bilhões para o crescimento da receita. A cifra praticamente equivale à perda da renda do campo que ocorreu em 2009 por causa da crise.

Ao contrário dos últimos anos em que os grãos, sustentados pela soja e o milho, foram os responsáveis pela expansão da receita agrícola, agora duas lavouras permanentes, a cana e o café, são as estrelas da safra.

Os preços da cana estão em alta por causa da redução da oferta de açúcar no mercado internacional. No caso do café, apesar da grande safra, os estoques mundiais estão baixos e o consumo crescente. Na soja, safras abundantes nos principais produtores derrubaram os preços.

"O ano será mais favorável às lavouras permanentes", observa o sócio da consultoria e responsável pelas projeções, Fabio Silveira. Numa série iniciada em 1994, ele observa que o comportamento mais frequente da renda agrícola foi de expansão da receita com grãos e recuo das lavouras permanentes, aquelas que são plantadas uma única vez e colhidas durante muitos anos. Neste ano, o quadro se inverteu.

A renda projetada para a cana é de R$ 34,1 bilhões, com acréscimo de R$ 7,1 bilhões na comparação com 2009, segundo o estudo da consultoria, que considera dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e preços no atacado pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o café, a perspectiva é de que a receita atinja R$ 18,9 bilhões, com expansão de R$ 3 bilhões sobre a de 2009. Enquanto isso, as rendas da soja e do milho devem encolher R$ 2,3 bilhões e R$ 1,3 bilhão, respectivamente.


(O Estado de S.Paulo