Preços dos produtos agrícolas sobem 5,43% na segunda semana de Fevereiro

O Índice quadrissemanal de Preços Recebidos (IqPR) pelo produtor rural paulista apresentou alta de 5,43% na segunda semana de fevereiro. O levantamento é de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O IqPR-V (produtos de origem vegetal) e o IqPR-A (produtos de origem animal) fecharam com variação positiva, respectivamente, de 7,17% e de 1,11%. No período analisado, 14 produtos apresentaram alta de preços (nove de origem vegetal e cinco de origem animal) e quatro apresentaram queda (três vegetal e um animal). 

Os produtos do IqPR que registraram as maiores altas na semana foram: laranja para mesa (57,64%), laranja para indústria (22,96%), tomate para mesa (7,46%), arroz (7,33%), algodão (6,02%), amendoim (5,52%) e feijão (4,89%). Segundo os pesquisadores, alta da laranja é atribuída ao aumento do consumo durante o verão, além das chuvas no segundo semestre de 2009, que prejudicaram as floradas, causando uma diminuição da oferta nesse início de ano.

Os produtos que apresentaram queda de preços no período foram: soja (14,19%), banana nanica (9,85%), carne suína (9,34%) e milho (7,56%). O IEA informa que a safra recorde de soja pressiona as cotações do grão. As mudanças na economia chinesa, que podem implicar menor importação do produto, também estariam influenciando negativamente os preços da oleaginosa.
Agência Estado 
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Cai o PIB do agronegôcio brasileiro conforme estimativas do CEPEA e CNA

O Produto Interno Bruto  (PIB) do agronegócio brasileiro fechará 2009 com uma queda de 6%, segundo estimativa feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea), com apoio da CNA.

De acordo com a CNA, os dados apurados até novembro do ano passado mostram que a recuperação modesta e tardia de alguns segmentos do agronegócio brasileiro não compensou as perdas acumuladas até aquele momento. Além disso, a estimativa indicou que a valorização do real pesou no resultado. Dados do Cepea/CNA revelam que o PIB agropecuário decresceu 0,47% em novembro. No acumulado do ano até esse mês, as perdas já eram de 5,66%
 

Embrapa apresenta tecnologias para pecuária sustentável em Londres

O chefe-geral da Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Judson Valentim fez apresentações para a imprensa e para os empresários e acionistas. Valentim enfatizaou as alternativas tecnológicas desenvolvidas ou recomendadas pela Embrapa Acre que tem contribuído para aumentar a produtividade da pecuária na Amazônia.

"Nós mostramos que é possível conciliar pecuária e conservação na Amazônia. Desde que sejam recuperadas áreas abertas e que haja manejo adequado das pastagens e do rebanho. Nas propriedades que adotam as tecnologias da Embrapa temos uma taxa de lotação de 2,9 cabeças por hectares, enquanto que a média nacional é de aproximadamente uma cabeça por hectare".

Para Valentim, os principais desafios da área dizem respeito à adoção, em larga escala, de tecnologias capazes de aumentar a atual produção pecuária; implementação de políticas públicas que possam aliar ganho em produtividade com redução do desmatamento; redirecionamento de linhas de crédito; e adoção de uma política de compra positiva ao longo da cadeia, com medidas que valorizem práticas sustentáveis. "O relatório da Forest Footprint Disclosure é um passo importante nesse sentido porque vai orientar o investimento dos acionistas", diz.

PEGADA FLORESTAL

As discussões sobre a pegada ecológica e a pegada de carbono foram seguidas pelo conceito pegada florestal (forest footprint). Seria o cálculo que permite quantificar a área de terreno produtivo necessária para sustentar o estilo de vida das pessoas. No caso da pegada florestal, o impacto das cadeias produtivas sobre os recursos florestais.

O projeto Forest Footprint Disclosure foi lançado em junho de 2009 por um conjunto de ONGs, coordenadas pela inglesa Global Canopy Programme. O relatório que será lançado é o resultado de um levantamento com 150 das maiores multinacionais do mundo para avaliar o papel que exercem no desmatamento. O documento recebeu o suporte de 34 investidores cujas empresas possuem valor de mercado de mais 3,5 trilhões de dólares.

O governo do Reino Unido é um dos principais apoiadores da iniciativa que tem seu foco nas comodities de soja, carne bovina (e couro), madeira, óleo de palma e biocombustíveis. Os dados gerados pelas pesquisas da Embrapa Acre fazem parte da publicação inicial do projeto, que discorre sobre as oportunidades de mudança ambiental para as empresas.

Informações sobre o Forest Footprint Diclosure podem ser obtidas no endereço www.forestdisclosure.com. Os textos estão em inglês.

FONTE
Priscila Viudes - Jornalista
Telefone: (68) 3212-3272