Encontro em Ribeirão Preto mostra importância do Brasil no cenário internacional de etanol

A Revolução Verde e Amarela

Representantes de países da África, América do Sul, América Central, Ásia e Oceania defendem a necessidade de expandir o mercado de etanol e deixaram clara essa posição durante a 2ª Semana do etanol: compartilhando a experiência brasileira, que acontece até amanhã (20), em Ribeirão Preto/SP. O encontro reúne delegações estrangeiras de órgãos governamentais e privados, interessados em desenvolver o setor sucroenergético em seus países.

“Queremos aprender com a experiência brasileira e obter transferência de tecnologia”, ressaltou Tran Canh Lac, que atua em empresa privada de produção de açúcar e etanol, no Vietnã. Segundo ele, são essenciais informações sobre treinamento de pessoal envolvido na cadeia produtiva do etanol, funcionamento de usinas e indústrias para desenvolver a mão-de-obra especializada. País do continente asiático, o Vietnã produz etanol apenas para uso local.

Presente no encontro, Mongkol Prongjuntuek, representante do governo tailandês, disse que o país tem cerca de um milhão de hectares de cana-de-açúcar plantada, mas produz apenas 10% de etanol. “Um problema que temos enfrentado é quanto ao rendimento. Uma mesma área rende muito em uma safra, mas rende menos na seguinte e queremos informações para corrigir o que está errado”, informou. A Tailândia é um país asiático, que produz cerca de 10 milhões de litros de etanol por ano e 150 mil toneladas de açúcar.

Localizadas na Oceania, as Ilhas Fiji enviaram o assessor do Ministério da Agricultura, Poasa Nauluvula, que relatou experiências com etanol no seu país. “Há dois anos estamos fortalecendo as políticas públicas para desenvolver o setor, temos expectativas positivas e queremos muito aprender com o Brasil”, afirmou.

Em Botsuana, país da África, não há produção de etanol disse Boiki Mabowe, que veio em nome do governo. “Como a nossa região não produz biocombustível, temos potencial e necessidade de desenvolver o setor, em busca de benefícios econômicos e sociais. Em dois anos queremos produzir cana-de-açúcar, etanol, açúcar e outros biocombustíveis”, assegurou

“Hoje produzimos açúcar e energia para consumo local”, declarou Hugo Patt, do Ministério da Agricultura de Belize, na América Central, que executa projeto, com mais seis países vizinhos, para alavancar a agricultura de subsistência e a produção de combustível, em benefício da própria economia.

Na Guiana, país da América do Sul, não há etanol para comercialização. “Plantamos 150 mil hectares de cana, mas investimos toda a produção em açúcar porque seu preço é bastante competitivo no mercado internacional”, esclareceu o gerente de qualidade de uma empresa privada guianense, Sharma Dwarka. Ele lembrou que seu país utiliza máquinas antigas e o trabalho é feito manualmente. Por isso, conta com a tecnologia brasileira para se aperfeiçoar na área.

Na tarde desta quinta-feira (19) os 60 participantes visitam uma usina em Pradópolis/SP, para conhecer o seu funcionamento, o plantio de cana-de-açúcar e a produção de etanol e açúcar.

www.agricultura.gov.br(Sophia Gebrim)

Governo aprova zoneamento agrícola para coco, mandioca e algodão

Bonsai Jovem

O melhor período e os municípios mais aptos para o plantio de algodão, mandioca e coco nos estados do Tocantins, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia estão descritos no zoneamento agrícola publicado na segunda-feira (09/11) no Diário Oficial da União.

Conforme a Portaria nº 267, que traz o zoneamento do coco para o estado do Tocantins, o coqueiro se desenvolve melhor com volume de chuvas de 1.500 mm ao ano e em temperatura média de 27ºC. A árvore pode ser cultivada em diferentes tipos de solos, mas as melhores condições são encontradas nos terrenos arenosos.

O estudo para o cultivo da mandioca no Pará pode ser encontrado na Portaria nº 269. De acordo com a norma, as melhores condições térmicas para o crescimento da raiz estão nas temperaturas entre 20º C e 27º C, com precipitações de 1000 mm a 1500 mm por ano.

Nas Portarias 270, 271, 272, 273 estão descritos os zoneamentos agrícolas para o algodão na Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia. Dependendo do clima e da duração do ciclo, o algodoeiro precisa de 700 mm a 1300 mm de chuva ao ano e de maior volume de precipitação durante a floração.

Robôs cuidam de plantação de verduras no deserto em Israel

sementes exóticas

A empresa israelense OrganiTech, de Haifa, desenvolveu um processo hi-tech para a produção de verduras em locais com pouco espaço e escassez de água e de mão-de-obra especializada.

São “plantações informatizadas” que utilizam a técnica da hidroponia (cultura feita em meio aquoso com nutrientes orgânicos), sob supervisão de robôs e computadores. Um contêiner de aço inoxidável ou alumínio funciona como estufa; computadores monitoram a temperatura, o nível de minerais da água e as condições climáticas; o plantio e a colheita são feitos por um robô computadorizado.

O robô pode monitorar, por exemplo, 500 pés de alface por dia num espaço de 12 x 2,5 metros. O ciclo de crescimento da verdura, que em plantações convencionais exige meses, nessas estufas se completa em apenas 40 dias. O processo também é ecologicamente correto, já que não utiliza agrotóxicos.

Por:Por Fernando Souza Filho -
PC Magazine

Amendoim: a origem e características nutritivas deste múltiplo alimento



Cyclamen


O amendoim é a semente da planta Arachis hypogaea L. É uma leguminosa originária da América do Sul e que cresce em solos úmidos. A semente começou a ser apreciada pelos indígenas, tendo sido difundida por toda a América, Europa, Ásia e África. Nesse último continente, o amendoim passou a se constituir um dos principais alimentos de sua população, sendo utilizado em muitos pratos típicos africanos.

Mais existem documentação arqueológica de 3800 a 2900 a.C., que comprova que o amendoim teve sua origem a leste dos Andes e, não se sabe quantos anos ou séculos que o amendoim vem sendo domesticado pelo homem. Segundo Evaristo Eduardo e Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, o amendoim foi descoberto e explorado muito antes de os atuais índios surgirem.

O amendoim possui um ótimo valor nutritivo, uma vez que é rico em vitamina E, proteínas, carboidratos, e importantes sais minerais, como o fósforo e o zinco. A semente pode ser consumida in natura ou usada no preparo de doces e outros pratos. No Brasil, os maiores produtores são os Estados de São Paulo, Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba.

Avalia-se que há em torno de 30% de proteínas nas sementes do amendoim. No óleo contém cerca de 50%. Sém dúvidas o amendoim é uma das fontes vegetais com maior quantidade de proteína.

O amendoim também sofre com o ataque das pragas e as doenças que podem ocorrer na cultura chegam a causar a redução de 10% a mais de 50% na produção de vagens, quando medidas de controle não são utilizadas. Os principais problemas podem ocorrer tanto na fase de plantio, com as doenças de sementes e plântulas, como durante o desenvolvimento da cultura, com as doenças causadas por fungo do solo ou da parte aérea, e após a colheita, com fungos produtores de aflatoxina ou de grãos armazenados.

Entre as várias doenças descritas nas diferentes regiões do mundo onde se cultiva o amendoim (cerca de 32 são causadas por fungos, 14 por vírus, uma por bactéria, além de 8 nematóides parasitas), algumas são de ocorrência esporádica ou podem aparecer sem contudo causar danos significativos, em nossas condições. Outras, como é o caso das doenças de sementes e plântulas, das cercosporioses, da verrugose e atualmente da ferrugem, exigem o uso medidas de controle para que o amendoim possa ser produzido comercialmente.

Dezenas de cultivares de amendoim são plantados no Brasil, nas mais variadas regiões, de Norte a Sul do país. Dezoito deles são oficialmente registrados para cultivo comercial e reprodução de sementes certificadas, visando preservar as suas qualidades.

Alguns cultivares do amendoim do IAC que predominam no estado de São Paulo: Runner IAC 886,IAC Tatu ST, IAC 213, IAC Caiapó.

O que é parceria agrícola? Modelo de contrato de arrendamento

A parceria agrícola é uma forma de exploração de terras para o cultivo de uma cultura agrícola, onde, através de contrato escrito, o parceiro e o proprietário da terra a ser explorada dividem entre si os riscos e os frutos obtidos.

Este tipo de atividade é regulamenta pela Lei 4.504/64, conhecida como Estatuto da Terra, em seu artigo 96.

Caso não seja estipulado prazo no contrato, o mesmo será de 03 anos.

Em relação à participação nos frutos, ou seja, no resultado da cultura explorada na área dada em parceria, a participação do proprietário não poderá ser superior aos seguintes percentuais:

a) 20% (vinte por cento), quando concorrer apenas com a terra nua;
b) 25% (vinte e cinco por cento), quando concorrer com a terra preparada;
c) 30% (trinta por cento), quando concorrer com a terra preparada e moradia;
d) 40% (quarenta por cento), caso concorra com o conjunto básico de benfeitorias, constituído especialmente de casa de moradia, galpões, cercas, valas, conforme o caso;
e) 50% (cinqüenta por cento), caso concorra com a terra preparada e o conjunto básico de benfeitorias enumeradas na alínea d deste inciso e mais o fornecimento de máquinas e implementos agrícolas, para atender aos tratos culturais, bem como as sementes e animais de tração;

Ainda, o parceiro, ou seja, aquele que está explorando a terra tem direito à preferência para a renovação desse contrato e também para aquisição do imóvel caso o mesmo seja posto a venda.

Modelo de Contrato de Parceria Agrícola, exclusivamente para fins de esclarecimento sobre sua forma e condições gerais.


Boris Hermanson
Consultor - Sebrae-SP
Colaboração: Elinton Alessandro Silverio

Diplomatas conhecem pecuária leiteira e de corte em Uberaba

Há hoje no mundo um grande interesse pelo material genético do Brasil e não apenas na produção de carne e no animal vivo.

Foi o que disse o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, do Ministério da Agricultura,ao iniciar visita de 28 diplomatas estrangeiros à cidade mineira de Uberaba, na última semana.

A expectativa do ministério é que esses representantes estrangeiros conheçam e entendam o potencial da pecuária leiteira e de corte, em função do melhoramento genético da raça zebuína, que contribuiu para a evolução da carne e do leite produzidos hoje no país. Participaram da visita diplomatas de países como a Arábia Saudita, Egito, Filipinas, Nova Zelândia, Vietnã e Coreia do Sul.

O grupo conheceu dados sobre a produção e a comercialização de sêmen e embriões das várias espécies de zebu, como guzerá, gir, nelore e tabapuã. Os diplomatas também visitaram uma central de inseminação artificial e uma fazenda, considerada referência na criação de gir.

– Desejamos que esses representantes de potenciais países importadores tenham contato direto com a produção da raça zebu no Brasil e o com o trabalho genético que é realizado há 70 anos – afirmou o assessor especial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Newton Ribas.
Fonte:clicrbs.com.br


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