Avestruz:origem e características da maior ave do planeta

Receitas Carne Avestruz

O avestruz é considerada a maior ave do planeta e tem como habitat natural as regiões leste e sul da África. São aves corredoras (atingem até 60 km/h), incapazes de voar, pois não possuem quilha sobre o esterno nem musculatura peitoral adequada para o vôo. Suas plumas também não possuem a típica estrutura interligada de penas de aves voadoras.

É uma ave de planície e prados abertos áridos e semi-áridos, mas se adapta a uma grande variedade de climas desde os invernos chuvosos e a neve na região do Cabo, até as condições extremamente quentes dos verões no deserto africano.

O avestruz possuem longas pernas, pés com dois dedos e, apenas um dedo com unha. Seus músculos mais importantes são os das pernas. Como em todas aves, o esôfago do avestruz está localizado no lado direito do pescoço, não possuem papo e sim um proventrículo grande e distensível, onde a água e o alimento volumoso são estocados e misturados com as excreções glandulares e um ventrículo (moela).

Possuem dois cecos e intestinos longos, que promovem a digestão bacteriana, e sua temperatura corpórea permanece entre 37,8o.C – 39o.C. Os avestruzes são estritamente bipodais (não podem se apoiar ou pular com uma perna, nem podem pular com as duas simultaneamente), atingem quando adultos a altura de 2,00m à 2,70m e pesam entre 150kg à 160kg.

Possuem dimorfismo sexual marcante que aparece a partir dos 18 meses de idade: os machos são pretos com a ponta das asas brancas e as fêmeas são cinza, não importando a raça. A vida reprodutiva das fêmeas tem início aos 24 meses e a dos machos a partir dos 30 meses, durando aproximadamente 40 anos.

São aves de vida longa, aproximadamente 70 anos. A estação reprodutiva dura em média 6 a 7 meses, sendo que no Brasil este período ocorre entre os meses de agosto a fevereiro. Geralmente a ave coloca um ovo a cada 48 horas (há alguns dias de intervalo e recomeça a postura). O período de incubação é de 42 dias, em média uma boa fêmea bota de 50 a 60 ovos por ano, algumas ultrapassam essa marca.

Raças

Blue Neck (pescoço azul) - habita o Nordeste africano, é a subespécie mais corpulenta, apresentando pele de um tom cinzento azulado.

Red Neck (pescoço vermelho) - habita o Quênia e parte da Tanzânia, é uma ave de corpo corpulento e apresenta a pele de um tom vermelho.

African Black - é um híbrido resultado do cruzamento entre subespécie da África do Sul e as subespécies do Nordeste da África, sendo normalmente a mais baixa de todas as subespécies. Possui como característica principal a qualidade de suas penas, superior em relação às outras subespécies.

A família Struthionidae apresenta um único gênero e uma espécie. Existem quatro subespécies selvagens de avestruz, cuja classificação é feita de acordo com o tamanho, plumagem, porosidade da casca dos ovos e outras diferentes características externas. As subespécies de avestruzes encontradas hoje são:

Avestruz da África do Norte, conhecido como “avestruz Mali”. É encontrado ao longo do continente africano, desde a Mauritânia até a Etiópia. São mais altos, com patas mais largas, apresentando o pescoço avermelhado, plumagem ondulada e de maior densidade, e na cabeça uma região nua. Os ovos são maiores e mais lisos que os das espécies da África do Sul.

Avestruz da África Oriental, conhecido como “avestruz Masai”. Encontrado principalmente na Tanzânia e Quênia. São ligeiramente maiores que os da África do Sul e possuem pescoço rosado, que se torna vermelho na época de reprodução.

Encontrado na Somália, Etiópia e Quênia, conhecido como “avestruz da Somália”. Menores que os da África do Sul, possuem uma região nua e córnea na cabeça. O pescoço e as pernas apresentam coloração cinza-azulada.

Avestruz da África do Sul, encontrado ao sul dos Rios Zambezi e Cunane. Apresentam o pescoço cinza-azulado e uma espécie de penugem na cabeça.


A carne de avestruz é tão saborosa quanto um bom filet-mignon, não deixa nada a desejar aos tradicionais bifes de boi. É uma carne com baixos índices de calorias, colesterol e gorduras são inferiores ao da carne de frango e a de peru sem pele e com muitas proteínas. O avestruz é um animal tão precoce (abate aos 13 meses) que o produtor rural não precisa administrar hormônios, aditivos ou esteróides para eles, deixando sua carne totalmente natural.

Com a procura cada vez maior por alimentação saudável, aliada a altíssima produtividade de sua carne, o avestruz se posicionou como um ótimo produto e preços rentáveis ao produtor no mercado mundial. Para ressaltarmos o grau de aceitação dessa carne, vale lembrar que a rede Mc Donald's já oferece, em alguns países, o hambúrguer light, onde é utilizada a carne de avestruz.

O criador de avestruz também tem ótimos ganhos ao comercializar as plumas, os ossos do animal que podem ser utilizados na composição de rações, o óleo extraído da sua gordura que é utilizado na indústria de cosméticos e o couro do avestruz que tem grande aceitação no mercado mundial sendo o 2º mais caro do mundo só perdendo para o couro de crocodilo.

Rancho4s

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Governador de Alagoas participa de leilão de gado no Parque da Pecuária

O governador Teotonio Vilela participou, neste sábado, do leilão de gado dos Irmãos Barros Correia, no Parque da Pecuária, o primeiro no Estado depois que Alagoas saiu da zona de risco desconhecido da aftosa. “É uma felicidade estarmos aqui vendo criadores de todo o Nordeste, de todo o Brasil, podendo comprar o nosso gado, que sempre teve uma genética de qualidade”, afirmou Teotonio, ao lado dos secretários de Estado Jorge Dantas, da Agricultura, Nelson Ferreira, da Comunicação, e do presidente da Adeal, Hibernon Cavalcante.

Teotonio elogiou o leilão, que acontece há vários anos, e destacou o empenho dos irmãos Celso, Ricardo e Aluízio Barros Correia. “Esse é um evento que dinamiza a economia alagoana; fortalece o agronegócio; mostra ao Brasil todo que aqui nós temos condições de competir em igualdade com qualquer Estado do Nordeste nesta área”, disse o governador. No local, ele conversou com produtores locais e de fora e deu entrevista à TV Rural e emissoras de televisão de Alagoas, falando sobre a importância de tirar o Estado da zona de risco da aftosa.

Meta — Segundo o governador, a sua meta é a de que até o final de seu governo Alagoas possa comemorar estar totalmente livre da aftosa. “Estamos trabalhando nesse sentido”, avisou. Ele também visitou a exposição de animais e assegurou que este é um dos maiores leilões já realizado em Alagoas. “Sinto-me feliz que este leilão, com esse porte, aconteça exatamente quando estamos vivendo um novo momento em nosso Estado; um momento de crescimento econômico, de avanço em todas as áreas”, comemorou.

Fonte:Alagoas em Tempo Real

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Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino visita a fábrica de tratores da Massey Ferguson

Gestão Agrobusiness

No início deste mês a fábrica da Massey Ferguson teve o privilégio de receber a visita do famoso técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, José Roberto Guimarães.

O técnico Zé Roberto visitou a fábrica da Massey Ferguson em Canoas (RS) e conheceu todo o processo de fabricação dos tratores Massey Ferguson e teve a oportunidade de experimentar um MF 275, o trator mais vendido da história da mecanização brasileira.

Zé Roberto, como é conhecido, e as meninas da Seleção Brasileira de Vôlei estiveram no Rio Grande do Sul para disputar o Campeonato Sul-americano de Voleibol Feminino, de onde saíram vencedores. A final, em Porto Alegre, teve placar de 3 a 0 contra a seleção da Argentina.

Governo prorroga prazo para renegociação de dívidas rurais em Santa Catarina

O governo através do CMN (Conselho Monetário Nacional) tomou uma decisão importante aos agricultores de Santa Catarina. O CMN os prorrogou prazos para que produtores rurais possam aderir a programas de renegociação de dívidas em diversas linhas de financiamento.

Em reunião extraordinária nesta quinta-feira, o conselho decidiu estender até 15 de julho de 2010, o prazo para pagamento de operações de crédito rural por agricultores de Santa Catarina que foram prejudicados pelas chuvas no fim do ano passado e inicio deste ano. De acordo com o secretário-adjunto de Política Econômica do Tesouro Nacional, Gilson Bittencourt, isso dará prazo para que o governo publique decreto facilitando o pagamento dessas dívidas.

O conselho estendeu ainda a pequenos agricultores catarinenses prejudicados por chuvas e vendavais em Santa Catarina em setembro uma linha especial de crédito para reconstrução e revitalização. O governo prorrogou também o prazo para renegociação de dívidas de diversas operações, entre elas as enquadradas no Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e Recoop (Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária), e com créditos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) e dos fundos constitucionais.

O período de adesão para o programa de renegociação havia vencido no fim do ano passado. O CMN estendeu o prazo para adesão para 30 de novembro e de renegociação até 30 de junho de 2010.

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A origem do abacaxi e a época de cultivo desta fruta tropical

Sementes exóticas

Relata a história que o abacaxi ou ananás foi disseminado pelo mundo a partir do descobrimento do fruto por Cristóvão Colombo. Ao experimentar o fruto pela primeira vez em 4 de novembro de 1493 quando descobriu a ilha de Guadalupe Cristóvão Colombo, colaborou para que o abacaxi se tornase uma das frutas mais apreciadas pela população mundial.

O abacaxi, Ananas comosus (L.) Mernil, pertence à família Bromeliaceae, que apresenta cerca de 46 gêneros e 1700 espécies, ocorrendo principalmente em zonas tropicais.O abacaxi é um fruto símbolo das regiões tropicais e subtropicais.

A origem do nome "ananás" vem de nana, da língua tupi, "fruta saborosa" - falado pelos nativos que habitavam o litoral do Brasil. Hoje ananás é usado para indicar os frutos selvagens ou que pertence a variedades desconhecidas. As variedades conhecidas são chamadas de abacaxi, vocábulo proveniente de ibacati (iba= fruto, cati= que exala cheiro) da língua guarani.

O abacaxizeiro é uma planta que bem cultivada pode durar muitos anos e sempre pruzindo frutos de qualidade. A planta apresenta característica de crescimento ao longo dos anos e de outras gemas que também produzirão frutos. Planta de pequeno porte, podendo atingir 80cm de altura. Folhas longas e duras, dispostas espiraladamente, partindo da base, formando uma roseta.

O produtor do abacaxizeiro deve saber que sua plantação de abacaxi estara no ponto de colheita no prazo de 24 meses após o plantio quando as mudas são do tipo coroa, 15-18 meses, quando as mudas são do tipo rebentão, e 20 e 22 meses, quando as mudas são do tipo filhote. Estima-se que na colheita do abacaxi se não houver nenhuma interferência climática o produtor poderá colher de 15 a 20 mil frutas/ha por safra.

O abacaxi poderá ser plantado no período que compreende o fim da primavera ou inicio do verão tem um ciclo de 18-24 meses, segundo os tipos de mudas, com o florescimento ocorrendo em fins de inverno ou início da primavera. O produtor deverá dar preferência ao solo rico em nutrientes.

O abacaxi apresenta baixa caloria, e tem altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais e fibras. Do abacaxizeiro tudo se aproveita e de seus restos pode-se extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas, resultando dessa extração um bagaço consistente que pode ser utilizado como ração animal.

O abacaxi é um fruto extremamente especial pela sua vasta utilidade na culinária brasileira. Podemos observar inúmeras receitas do abacaxi como: cremes de abacaxi, mousse, torta, bolos, doces, sorvetes, estrogonofe, bolo gelado de abacaxi, sucos, balas, embrulhado, gelatina, saladas, beijinho de abacaxi, trufas de abacaxi, bombom, geléias, pavê, abacaxi assado, abacaxi caramelizado, sufle de abacaxi, pure de abacaxi e muitas outras sobremesas deliciosas dependendo da criatividade de cada pessoa.

Cultivo de melancia é alternativa de renda para assentados de Ladário

Cultivo de Melancia para Agricultura Familiar

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), por meio da agência municipal de Corumbá está incentivando a diversificação da produção no Assentamento 72, localizado no município de Ladário, através do cultivo de melancia.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Agraer de Corumbá, Ubirajara Coelho Júnior, a iniciativa partiu dos próprios produtores, que procuraram os técnicos da Agência solicitando orientações para iniciarem na atividade. "A melancia é uma cultura que se adapta muito bem às condições de clima e solo do município e proporciona retorno rápido, uma vez que o ciclo de produção é de aproximadamente 80 dias", explica Coelho.

O trabalho junto ao grupo, formado por 30 produtores, está sendo executado em parceria com a prefeitura municipal, que forneceu 600 litros de óleo diesel para o preparo de solo e com a Associação dos Pequenos Produtores do Assentamento 72, que disponibilizou um trator para ser utilizado pelo grupo.

As ações de orientação dos produtores tiveram início no mês de agosto, com reuniões técnicas sobre a cultura da melancia e organização para a compra das sementes, que foram plantadas em uma área de cerca de 20 hectares.

"Como se trata de uma cultura de retorno muito rápido, já estamos negociando com empresários locais para que os produtores tenham garantia de comercialização da produção", destaca o coordenador municipal da Agraer em Corumbá, Rolando Parada Ramirez.

O diretor-presidente da Agraer, José Antônio Roldão, avalia a iniciativa destacando a importância da assistência técnica e extensão rural na busca por novas alternativas de renda para as famílias rurais. "Estamos trabalhando cada vez mais para fornecer aos agricultores do Estado, um trabalho de assistência técnica de qualidade, que permita o desenvolvimento da produção, gerando trabalho, renda e qualidade de vida às famílias rurais". A principal atividade desenvolvida pelos produtores do Assentamento 72 é a pecuária leiteira.

Fonte: Noticias MS

Uso de leguminosas em pastagens e na alimentação animal

Debulhador de Milho Elétrico

As leguminosas, como o amendoim forrageiro, servem para alimentar bois, cabras, ovelhas, cavalos e até porcos e galinhas. Essas plantas conseguem fixar nitrogênio e por isso são capazes de produzir grande quantidade de alimento de qualidade, mesmo em solos de média e baixa fertilidade.

O programa Prosa Rural desta semana fala sobre o uso das leguminosas na alimentação animal e traz como entrevistado o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim. Segundo o pesquisador, o amendoim forrageiro pode ser utilizado no pasto, triturado e oferecido para alimentação de aves confinadas, ou cortado verde para nutrição de porcos. “É uma leguminosa de uso bastante amplo. No Acre, mais de 2,5 mil produtores utilizam a tecnologia, envolvendo cerca de 115 mil hectares de área plantada”, afirma.

As leguminosas apresentam ainda a vantagem de recuperar pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra, o que permite ao produtor não só recuperar o pasto, mas também preparar o solo para produção de outras culturas”, explica Valentim.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Portal do Agronegôcio

Publicado zoneamento agrícola para algodão no Diário Oficial da União

Sementes de Girassol

As portarias que autorizam o zoneamento agrícola para a cultura de algodão no Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Piauí, foram publicadas, nesta segunda-feira (5), no Diário Oficial da União (DOU).

Para cada município, o estudo identifica a melhor época de plantio, baseado em análise de séries climáticas históricas de mais de 15 anos, correlacionadas ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua retenção de água. O objetivo é informar ao agricultor como minimizar os riscos de ocorrência de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas.

As portarias são as de números:

Nº 241 - Zoneamento para cultura do algodão no Distrito Federal

Nº 242 - Zoneamento para cultura do algodão em Goiás

Nº 243 - Zoneamento para cultura do algodão no Maranhão

Nº 244 - Zoneamento para cultura do algodão em Mato Grosso do Sul

Nº 245 - Zoneamento para cultura do algodão em Mato Grosso

Nº 246 - Zoneamento para cultura do algodão no Piauí

A origem da uva suas características e seus principais cultivares


Bonsai Jovem



Originária da da Europa e Oriente Médio, a uva é um fruto da videira. Seu nome científico é Vitis vinifera L. e sua família botânica é a Vitaceae. A videira apresenta troncos retorcidos e flores esverdeadas, sendo uma planta própria de regiões de clima temperado. Registros apontam que o cultivo da uva se iniciou no período Neolítico, na região do Egito e Ásia Menor.

A produção industrial e comercial de uvas, no Brasil, está em grande parte concentrada na região sul do País. Além dessa região, podemos citar regiões próximas à capital paulista, principalmente São Roque e Jundiaí e a região Nordeste, onde graças a grandes projetos de irrigação, utilizando, principalmente, as águas do rio São Francisco, os resultados obtidos pela agricultores são extraordinários.

Porta-enxertos

A escolha do porta-enxerto deve ser feita considerando o destino da produção a fertilidade do solo, os problemas de doenças e pragas ocorrentes na região ou na área do vinhedo e o vigor da variedade copa.

1103 Paulsen - É um porta-enxerto do grupo berlandieri x rupestris. Teve grande difusão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina nos últimos anos porque apresenta grandes resistências a certas doênças.

Solferino ou Branco Rasteiro - Muito utilizado na viticultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Apresenta facilidade de enraizamento, boa pega de enxertia, vigor médio e boa afinidade geral com as copas, normalmente condicionando a boas produtividades.

SO4 - Este porta-enxerto do grupo berlandieri x riparia foi introduzido na década de 1970. Em geral confere desenvolvimento vigoroso e boas produtividades à maioria das copas.

420-A Mgt - É o menos vigoroso do grupo berlandieri x riparia, indicado para o cultivo de uvas finas para vinho. Confere vigor moderado à copa, favorecendo a obtenção de produções limitadas.

101-14 Mgt - Tem boa afinidade geral com as copas, apresenta boa capacidade de enraizamento e boa pega de enxertia.

Uvas Finas para Processamento

Cabernet Franc - Cultivar francesa da região de Bordeaux, a 'Cabernet Franc' foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre, por volta de 1900. Nas décadas de 1970 e 1980, tornando-se a base dos vinhos finos tintos brasileiros nesse período. A partir daí, foi superada pelas cultivares 'Cabernet Sauvignon' e 'Merlot' nos novos plantios de uvas tintas finas. 'Cabernet Franc' adapta-se muito bem às condições da Serra Gaúcha. Na região do Vale do Loire, na França, é utilizada para a elaboração de vinhos rosados de alta qualidade.

Cabernet Sauvignon - É uma antiga cultivar da região de Bordeaux, França, hoje plantada com sucesso em muitos países vitícolas. Em 1913, já era cultivada experimentalmente pelo Instituto Agronômico e Veterinário de Porto Alegre.Vários clones procedentes da França, dos Estados Unidos, da Itália e da África do Sul foram trazidos para a formação dos novos parreirais. Atualmente é a vinífera tinta mais importante do Estado. É uma cultivar muito vigorosa e medianamente produtiva.

Chardonnay - Cultivar de origem francesa, possivelmente da Borgonha, a ´Chardonnay' foi introduzida em São Roque-SP em 1930 e no Rio Grande do Sul em 1948. Não houve difusão comercial desses materiais, que permaneceram nas dependências das Estações É uma cultivar de brotação precoce, sujeita a prejuízos causados por geadas tardias. Adapta-se bem às condições da Serra Gaúcha, com vigor e produtividade médios, atingindo boa graduação de açúcar em anos favoráveis. É uma cultivar cujo vinho goza de renome internacional, especialmente pela qualidade dos produtos que origina na Borgonha, assim como, pelos famosos espumantes elaborados na região de Champagne, em corte com ´Pinot Noir'. No Brasil tem sido usada para a elaboração de vinho fino varietal e também para vinhos espumantes.

Flora - Tem sido usada para a elaboração de vinho branco varietal e também para espumantes, originando produtos de qualidade, com aroma e buquê característicos.

Gewürztraminer - É uma cultivar de difícil cultivo por causa da alta susceptibilidade ao declínio e morte de plantas e à podridão cinzenta da uva, causada por Botritys cinerea. Além disso, é uma cultivar de baixa produtividade. O conjunto destes fatores, após um período inicial de euforia, determinou a redução da área plantada com esta cultivar no Rio Grande do Sul. O vinho de 'Gewürztraminer' é reconhecido internacionalmente pela fineza e intensidade de aroma e sabor. É um dos principais varietais produzidos na região da Alsácia, na França.

Malvasia Bianca - Ela foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1970, procedente da Universidade da Califórnia. Avaliada pela pesquisa, demonstrou bom desempenho produtivo na Serra Gaúcha, surgindo como uma alternativa de uva aromática para a região.

Merlot - Pode ser considerada como uma cultivar originária do Médoc, França, onde já era cultivada em 1850. Daí expandiu-se para outras regiões da França e para muitos outros países vitícolas, tornando-se uma cultivar cosmopolita. É uma cultivar muito bem adaptada às condições do sul do Brasil, sendo cultivada também em Santa Catarina. Proporciona colheitas abundantes de uvas que podem atingir 20°Brix, porém, é bastante susceptível ao míldio. Origina vinho de alta qualidade, consagrado como varietal e também muito usado em cortes com vinhos de 'Cabernet Sauvignon', 'Cabernet Franc' e de outras castas de renome.

Moscato Branco - Apesar do nome 'Moscato Italiano', ainda não há uma definição da identidade desta cultivar com nenhuma das várias cultivares de uvas aromáticas descritas na ampelografia italiana.

Pinotage - é resultante do cruzamento ´Pinot Noir' x ´Cinsaut', realizado na África do Sul pelo Prof. Peroldt, em 1922. É produtiva, resistente a podridões do cacho e apresenta ótimo potencial glucométrico, atingindo, normalmente, 20ºBrix a 22ºBrix, com uma acidez total ao redor de 110 mEq/L. Origina vinho frutado, apto a ser consumido jovem.

Prosecco - Estudos ampelográficos, realizados a partir de 1979, mostram que a cultivar encontrada nos vinhedos de Bento Gonçalves, com o nome de 'Biancheta Bonoriva', é, na realidade, a 'Prosecco'. Apresenta bom desempenho agronômico na Serra Gaúcha, porém, em virtude da precocidade de brotação, pode sofrer danos causados por geadas tardias em áreas susceptíveis. A exemplo do que ocorre na Itália, também aqui origina espumantes de boa qualidade.

Riesling Itálico - é uma cultivar do norte da Itália, onde é cultivada principalmente em Veneza, Pavia, Udine, Treviso e Bolzano. Foi trazida para o Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre em 1900. O vinho de 'Riesling Itálico' é fino, com aroma sutil e típico, comercializado como vinho fino de mesa varietal e, também, utilizado na elaboração de espumantes bem conceituados.

Sémillon -Sauternes, na França, é o berço da 'Sémillon'. É a principal cultivar branca da região de Bordeaux, onde é utilizada principalmente para a elaboração de famosos vinhos licorosos naturais, como os das denominações Sauternes, Barsac e Montbazillac. É uma cultivar de vigor médio, produtiva e muito bem adaptada às condições da Serra Gaúcha. Aqui, origina vinho neutro, normalmente utilizado em cortes com outros vinhos finos, sendo também usado como varietal.

Syrah - é uma das mais antigas castas cultivadas. Algumas referências sugerem que seria originária de Schiraz, na Pérsia, outras, que seria nativa da Vila de Siracusa, na Sicília.No Rio Grande do Sul é chamada 'Petite Syrah', nome que a distingue da 'Calitor', aqui conhecida como 'Syrah'; 'Schiraz', nos Estados Unidos e na Austrália; 'Hermitage', também na Austrália; 'Balsamina', na Argentina.

Tannat - é originária da região de Madiran, no sul França, onde está sua maior área de cultivo. Também é importante no Uruguai, onde é a principal vinífera tinta cultivada. Foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1947, procedente da Argentina.O vinho de 'Tannat' é rico em cor e em extrato, servindo para corrigir as deficiências destas características em outros vinhos de vinífera. Também tem sido comercializado como vinho varietal. É um vinho bastante adstringente e, portanto, necessita de envelhecimento.

Trebbiano - cultivar italiana da região de Toscana, a 'Trebbiano' tem grande difusão no mundo vitícola. É bastante cultivada na Itália, onde origina vinhos brancos secos e participa da composição do Chianti.No Rio Grande do Sul, é utilizada para a elaboração de vinho varietal, normalmente comercializado com os nomes de 'Ugni Blanc' ou 'Saint Émillion', para a produção de espumantes e para cortes com outros vinhos finos de mesa. Como sinonímias usuais podem ser citados os nomes 'Trebbiano Toscano', 'Ugni Blanc' e 'Saint Émillion'.

Outras - Além das cultivares referidas, várias outras são cultivadas em maior ou menor escala nas diferentes regiões temperadas do Brasil. Dentre elas pode-se citar Barbera, Bonarda, Gamay Noir, Gamay St. Romain, Malvasia Amarela, Malvasia di Candia, Malvasia Verde, Peverella, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Sylvaner e Zinfandel, entre as mais antigas. Em cultivo mais recente são encontradas, entre outras, Alicante Bouschet, Ancellota, Aragonês, Carmenère, Castelão, Moscato Giallo, Tempranillo e Touriga Nacional.
Fonte e pesquisa:Embrapa

Receita de arroz com legumes - Cuide da alimentação e preserve a saúde

Ingredientes
- 400 g de arroz cozido
- 2 berinjelas grandes
- 3 abobrinhas
- 1 pimentão vermelho
- 1 pimentão verde
- 1 cebola pequena
- 3 tomates
- 1 dente de alho picado
- 100 g de margarina

Modo de preparar

-Retire as cascas da abobrinha e da berinjela, mantendo dois centímetros da polpa. Corte em cubos pequenos e reserve.
-Pique a cebola e os pimentões em cubos pequenos. Reserve.
-Retire a pele e a semente dos tomates e corte-os em cubos. Reserve.
-Derreta a margarina, refogue o alho, a cebola e acrescente os legumes, exceto os tomates. Acrescente o arroz, verifique o tempero e por último adicione os cubos de tomate. Misture delicadamente e disponha em um refratário.