Clima ajuda, mas produção de café sofre redução

Os números de café beneficiado no Brasil em 2009, de acordo com a segunda estimativa divulgada nesta quinta-feira (7) pela Conab, apontam para uma produção de 39,1 milhões de sacas de 60 quilos. Isto representa uma redução de 15% em relação à colheita passada, de 45,9 milhões de sacas, resultado da bienalidade negativa da cultura, que é intercalada entre um ciclo alto e baixo. A regularidade das chuvas a partir de janeiro evitou uma queda mais acentuada nas lavouras.

O café tipo arábica, 72,5% da produção total, está projetado em 28,3 milhões de sacas, contra 35,5 milhões do ano passado. A redução é de 20,2%. Já o conilon ou robusta representa 27,5% da produção nacional, equivalendo a 10,8 milhões de sacas.

A maior produção está em Minas Gerais, que detém 49,2% do total nacional, sendo 98,5% do tipo arábica. Em segundo lugar vem o Espírito Santo, com 25,7% da colheita do País, com destaque para a produção do conilon.

Área – A área de café em produção sofreu redução de 3,3%, ou seja, 72,6 mil hectares a menos que em 2008. Agora são 2,10 milhões contra 2,17 milhões de hectares do ciclo passado. Cerca de 90% do plantio estão em produção e o restante dos cafezais em formação.

A pesquisa foi realizada no período de 13 a 25 do mês passado, junto a instituições parceiras da Conab nos principais estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia e Rio de Janeiro.
Raimundo Estevam/Conab)


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Governo argentino tem culpa por preço baixo do trigo, avalia Bolsa

O plantio da safra 2009/10 de trigo na Argentina continua bem atrasado: a semeadura cobriu apenas 130 mil hectares, contra 430 mil na mesma altura do ano passado. A informação é do relatório semanal de safra da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

O documento apresenta dois motivos para o atraso: o baixíssimo nível de umidade do solo (ainda pior que o do ano passado, que já havia sido pequeno) e a resistência dos produtores em plantar, por causa dos reduzidos preços vigentes. Eles teriam sido provocados pela intervenção do governo nos mercados, segundo a Bolsa.

A área plantada total de trigo deve diminuir 18,6% em relação à de 2008, para 3,7 milhões de hectares. Os modelos climáticos preveem um efeito residual do fenômeno "La Niña" até o começo do inverno, o que poderia provocar o fim prematuro da estação das chuvas, temperaturas acima das normais e secagem do solo acelerada demais. (AE)
Fonte:IG - Último Segundo


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Perdigão e Sadia anunciam hoje a maior companhia de alimentos

Perdigão e Sadia devem publicar hoje na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o fato relevante anunciando a tão esperada fusão. A nova empresa, que vai desbancar a Bunge Alimentos do topo de maior empresa de alimentos do País, com faturamento bruto de R$ 25 bilhões, deve se capitalizar, inicialmente, a partir da oferta de ações. "O fechamento dessa operação não depende da entrada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se o mercado de capitais responder bem à emissão, não será necessária a entrada do banco, a não ser que a instituição queira subscrever ações por avaliar que é um bom negócio", disse ontem uma fonte da Sadia, que confirmou que a fatia da companhia dentro da nova empresa seria um pouco superior a 30%. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, admitiu, no entanto, que a estatal de fomento poderá participar da operação. Coutinho coloca como condição, o respeito ao consumidor e a livre concorrência, além da estabilidade de emprego.

Além do mais, a situação da Sadia estaria menos desconfortável no curto prazo com a renegociação de parte dos débitos expressivos que estavam para vencer no terceiro trimestre deste ano, próximos de R$ 2 bilhões. No balanço divulgado ontem, a companhia apresentou a redução do passivo de curto prazo (vencimento em até 12 meses) de R$ 8,4 bilhões para R$ 7 bilhões. A diferença, de cerca de R$ 1,4 bilhão, é o volume renegociado no início de ano referente à dívida do primeiro trimestre cujo pagamento foi postergado para prazos que variam entre 180 e 360 dias. "Mas diariamente estão sendo rolados outros débitos", afirmou a fonte.

Em seu balanço do primeiro trimestre, a Sadia informou que as operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) de R$ 2,1 bilhões, estão em processo de negociação com os bancos credores, sendo que os valores com vencimentos em abril e maio (R$ 625,0 milhões) foram "rolados" para períodos de 120 a 360 dias. A empresa informou que conseguiu também rolar por 180 dias R$ 35 milhões de um total de R$ 1,2 bilhão de Notas de Crédito de Exportação (NCE) com vencimento concentrado em setembro.

Até o fechamento desta edição, por volta de 22h, o acordo ainda não tinha sido assinado, mas a publicação na CVM antes da abertura do mercado, estava prevista. Por impossibilidade de falar sobre o assunto no início da noite de ontem, a Sadia chegou a cancelar uma conferência que faria com a imprensa para anunciar os resultados do primeiro trimestre, na qual, certamente, os diretores da empresa seriam questionados sobre o fechamento do acordo com a Perdigão.

O balanço do primeiro trimestre das companhias mostra que houve piora no nível de endividamento de ambas. A Perdigão, que encerrou o quarto trimestre de 2008 com dívida de R$ 3,39 bilhões de dívida líquida, elevou esse indicador para R$ 3,6 bilhões. A Sadia elevou de um trimestre para outro um endividamento R$ 6,7 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

No total, a nova companhia acumulará dívidas de R$ 10,4 bilhões, dos quais R$ 3,23 bilhões de curto prazo, todo valor vindo do passivo circulante da Sadia. A relação da dívida líquida total com o Ebitda ( lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) é de 4,5 vezes. A nova empresa deve ter, portanto, como maior acionista individual a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) com cerca de 10% da participação. A Previ já detém 8,58% de participação na Sadia e 14,15% na Perdigão.

Ofuscado ontem pelo fechamento da fusão entre Sadia e Perdigão, o balanço do primeiro trimestre de ambas companhias foi de prejuízo. A Sadia teve resultado líquido negativo em R$ 239 milhões, um pouco maior do que o da Perdigão, que foi prejuízo de R$ 226 milhões. No quesito receita bruta, a Sadia teve R$ 2,8 bilhões e, a Perdigão, R$ 3,03 bilhões. A geração de caixa da Perdigão equivaleu a quase o dobro da geração da Sadia. A primeira teve Ebitda de R$ 118 milhões, e a segunda de R$ 62 milhões.

A fusão das duas empresas já começou a ser questionada pela elevada concentração no mercado de alguns produtos. Entre eles, o mercado de pizzas, onde juntas, as companhias vão deter 66% de participação (Sadia 33,5% e Perdigão 33,1%). Em massas, esse percentual é ainda maior, de 85,1% (Sadia 51,7% e Perdigão 33,4%). A nova empresa também iriam acumular 69,7% do mercado de congelados de carnes e 54,3% do de industrializados de carnes.

Durante todo o período de rumores de fusão, as ações das duas companhias tiveram forte valorização na BM&F Bovespa. Desde o começo de abril, os papéis da Perdigão valorizaram-se 26%, enquanto os da Sadia, 47%. Ontem, a Perdigão voltou a subir. As ações da empresa fecharam em R$ 36,37, alta de 2,74%. As da Sadia encerram o pregão de ontem em R$ 4,63, alta de 2,88% em relação aos R$ 4,50 do dia anterior.
Fonte : Gazeta Mercantil

Desmatamento compromete descoberta de cura para doenças

Devido ao grave desmatamento e a exploração excessiva das florestas, centenas de plantas medicinais utilizadas na elaboração de remédios correm o risco de entrarem em extinção.

O grupo, que possui sede em Londres e representa jardins botânicos de 120 países, ainda revelou que a escassez dessas plantas pode afetar na descoberta de novas curas para doenças como a aids ou o câncer. Atualmente, mais de 50% dos remédios são derivados de compostos químicos encontrados na natureza.

Segundo o BGCI,(Conservação Internacional de Jardins Botânicos, na sigla em inglês, em associação com vários pesquisadores, cerca de 400 espécies correm risco de extinção (isso de um total de 70 mil plantas medicinais existentes). Entre elas está o autumn crocus, utilizada como tratamento natural para a gota e metade das espécies de magnólia do mundo, que contêm o composto químico honokiol, usado na medicina chinesa para tratar cânceres e doenças do coração.

O estudo do BGCI alerta ainda que cerca de 5 bilhões de pessoas que ainda dependem de uma medicina tradicional à base de plantas, podem ficar sem seus remédios se algo não for feito contra o desmatamento predatório e a exploração excessiva dessas plantas.
Fonte:Consultor Social


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Smithfield realiza testes em suínos do México

Smithfield Foods, maior empresa produtora e processadora de carne suína do mundo, entregou para análise do governo mexicano, no domingo, amostras colhidas em uma granja de suínos da empresa, para confirmar que os animais não estão infectados pelo vírus da gripe A H1N1
Em uma carta aos trabalhadores, na semana passada, a empresa informou que contratou um laboratório independente para realizar testes adicionais sobre a presença do vírus A H1N1 na granja do México. As inspeções iniciais realizadas por funcionários da empresa e agentes de saúde internacionais não encontraram nenhum indício da doença.

Autoridades do governo mexicano autoridades vão realizar novos testes, incluindo o seqüenciamento genético para verificar se há presença de qualquer mutação do vírus. Os testes devem levar até 12 dias para ficarem prontos. "Os resultados nos permitem concluir com certeza que o vírus A (H1N1) não está presente nas granjas da empresa", afirmou Keira Ullrich, gerente de relações da Smithfield Foods.
Fonte : Redação PorkWorld

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