O plantio do Morango e suas principais cultivares

A cultura do morango é conduzida como cultura anual, com novos plantios a cada ano-safra. A produção de mudas é efetuada do final da primavera ao início do outono; a colheita dos frutos inicia-se dois meses após o transplante e estende-se do final do outono à primavera seguinte.
O morango está entre as espécies cultivadas com maior sensibilidade a pragas e doenças e alta perecibilidade. Esta condição exige do produtor um contínuo esforço de manejo, especialmente fitossanitário, para que a fruta seja produzida com a aparência e a produtividade capazes de lhe proporcionar lucro. Entretanto, o uso indiscriminado e sem critérios plenamente definidos dos agrotóxicos pode originar problemas ainda mais sérios, reduzindo a qualidade e o acesso aos mercados.

Recomenda-se colocar conjuntos de caixas de abelhas próximos a área de plantio. Utiliza-se, como atrativo para as abelhas, principalmente no início da floração, mel, água e açúcar, visto que essa prática será realizada em períodos desfavoráveis para atividade dos insetos (temperatura baixa).
Plantio de Morango em Minas Gerais. Foto:patosnoticias.com.br.

O interesse pelo cultivo do morango é justificado pela alta rentabilidade da cultura, o amplo conhecimento e aceitação da fruta pelo consumidor e pela diversidade de opções de comercialização e processamento do morango. O fruto é processado na forma de polpa, sorvetes, geléia, compotas e sucos.

O morango é uma cultura típica de climas mais amenos, não sendo muito tolerante a temperaturas elevadas. No Brasil o morango tem se adaptado melhor do sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, porém existem experiências até mesmo no cerrado.

O morangueiro é uma cultura especialmente exigente em condições físicas e nutricionais do solo. Produz melhor em solos areno-argilosos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e de boa constituição física. A faixa de pH preferido fica entre 5,5 e 6,0. Em solos mais ácidos é recomendável uma calagem.A adubação orgânica traz uma série de benefícios que resultam em melhoria de produtividade e resistência das plantas. Por isso, inicialmente pode-se proceder a adubação orgânica em toda área e, em seguida, realiza-se a preparação de canteiros. Após o levantamento de canteiros, ainda pode-se utilizar o húmus que pode ser espalhado homogeneamente e incorporado com enxada rotativa.

Principais Cultivares:

As principais cultivares destinada à industria são: Santa Clara, Burlkey, Dover. Para consumo in natura Tangi, Campinas, Osogrande, Tudla, Selva e Seascape. Para dupla finalidade Vila Nova.

Campinas: cultivar de dias curtos e rústica; fruto grande e de bom sabor; tolerância à mancha angular.
Vila Nova: cultivar de dias curtos; planta de porte médio; folhas de densidade e tamanho médios e de coloração verde escura; ciclo precoce e alta produtividade. Frutos de formato cônico, longos e graúdos quando das flores primárias e secundárias e pequenos quando das flores terciárias e quaternárias.
Santa Clara: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor, boa densidade de folhas que recobrem os frutos. Frutos de tamanho médio, formato irregular, epiderme vermelha escura; polpa de textura média e cor vermelha uniforme; ciclo médio e produtividade alta; sabor ácido e próprio para industrialização.
Bürkley: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor; folhas grandes e de coloração verde escura; muito alta capacidade de produção e ciclo precoce: Frutos grandes, polpa de textura média e de coloração vermelha clara; epiderme vermelha; sabor ácido próprio para a industrialização.
Tangi: cultivar de dias curtos; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura, apresentando muita pilosidade nos folíolos, característica que evidencia tolerância ao ácaro rajado; ciclo tardio e capacidade de produção mediana. Frutos de tamanho médio,
Oso Grande: cultivar de dias curtos e de grande adaptabilidade; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura; ciclo mediano e elevada capacidade produtiva. Frutos de tamanho grande.
Tudla Milsey: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes de coloração verde escura; ciclo tardio e com grande capacidade produtiva. Frutos de formato cônico ou de cunha alongado, de tamanho grande, polpa de textura firme e de coloração vermelha.
Camarosa: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes e coloração verde escura; ciclo precoce e com alta capacidade de produção. Frutos de tamanho grande.
Selva: cultivar de dias neutros; média produtividade; frutos de tamanho irregular, de coloração vermelha clara.
Seascape: cultivar de dias neutros; comportamento parecido com o da cultivar Selva, diferenciando-se principalmente por apresentar frutos grandes e de maior uniformidade.


Para maiores informações consultem:
Embrapa
Sebrae

China se torna maior importador agrícola do Brasil

A China saiu da terceira para a primeira posição no ranking de importadores de produtos agrícolas do Brasil. O Ministério da Agricultura informou que o número de exportações para o país asiático aumentou 70% e que agora representa 11% do total. O produto mais comprado continua sendo a soja: 77,6% do total.

As exportações brasileiras de produtos agrícolas chegaram ao valor recorde de US$ 71,9 bilhões em 2008, um valor 23% maior do que o registrado em 2007 e equivalente a US$ 13,4 bilhões a mais, segundo o governo brasileiro.

A balança comercial do agronegócio brasileiro passou de US$ 49,7 bilhões em 2007 para US$ 60 bilhões. A participação do setor nas exportações totais brasileiras foi de 36,3%.
http://portuguese.cri.cn

Brasil é modelo para países do Cone Sul na recuperação de pastagens degradadas

Práticas adotadas no Brasil, como o plantio direto e o uso de um sistema integrado agrícola-pecuário-florestal são exemplos de estratégias de pecuária associada ao desenvolvimento sustentável recomendadas entre as conclusões da 10ª Reunião da Codegalac – Comissão de Desenvolvimento da Pecuária para América Latina e Caribe, da FAO, capítulo Cone Sul.

O principal alerta do encontro foi de que a pecuária tem crescido mais de 3,7% ao ano na região, um aumento associado à redução da área de florestas. Hoje, 70% dos pastos se encontram num processo de degradação, o que se reflete em baixa produtividade e no avanço em zonas ambientalmente frágeis.

A degradação dos pastos aumenta a vulnerabilidade às mudanças climáticas e à produção de gases de efeito estufa. E a Amazônia está entre os ecossistemas mais afetados pela ampliação da fronteira agropecuária.

Por outro lado, os países do Cone Sul são os principais exportadores de carne bovina no mundo e os estudos indicam que o consumo de carne se duplicará nos próximos 20 anos, gerando novas oportunidades de mercado para a carne produzida na região. Mas os países importadores cada vez mais exigem produção em áreas ambientalmente sustentáveis, o que mostra a necessidade de políticas e programas estratégicos de grande escala.

Os países da região têm recursos naturais e tecnológicos suficientes para a intensificação sustentável da produção sem necessidade de ampliar a fronteira agropecuária até os ecossistemas mais frágeis. No entanto, as pressões de mercado estão provocando o avanço da atividade em zonas de maior vulnerabilidade ambiental, o que pode aumentar os níveis de desmatamento, degradação de solos, perda de biodiversidade, diminuição de recursos hídricos e vulnerabilidade às mudanças climáticas.

Nesse contexto, os governos necessitam com urgência desenvolver mecanismos e políticas para enfrentar essa situação, através de um marco de referência para a tomada de decisões e a formulação de instrumentos e programas de desenvolvimento pecuário sustentável.

Se nenhuma iniciativa for tomada, o processo de degradação pode ser irreversível, ou de grande custo. E o avanço às áreas mais sensíveis pode aumentar por causa das pressões do mercado, mas com consequências de maiores custos de produção, baixa rentabilidade, perda de competitividade, menores rendas para os produtores, desemprego e aumento da migração do campo para a cidade. Também poderá haver perda dos mercados atuais pela degradação ambiental e perda de oportunidades de novos mercados, com o aumento da pobreza em zonas já vulneráveis.

Os participantes do encontro recomendaram que, com o suporte da FAO, os governos nacionais criem iniciativas para identificar as áreas mais vulneráveis e de maior risco; pesquisar o estado atual da produção pecuária e promover a inserção dos pequenos produtores ao mercado e à tecnologia.

Os países também solicitaram à FAO o apoio técnico para formular um Marco Orientador para o desenvolvimento de políticas e programas de gestão agro-ambiental e inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável, a recuperação de pastos degradados em ecossistemas pecuários estratégicos e a promoção de sistemas integrados agrícola-pecuário-florestais que permitam a intensificação sustentável da produção, reduzam a vulnerabilidade às mudanças climáticas e melhorem a rentabilidade do setor.

Será criado ainda um grupo de trabalho de centros de pesquisa do Cone Sul, liderado pela Embrapa, para a elaboração de uma proposta de ação e avaliação técnica, econômica e ambiental das tecnologias disponíveis para a recuperação de áreas degradadas e intensificação sustentável da produção pecuária.
Fonte: Portal do Agronegôcio