O fósforo na dieta e na suplementação dos bovinos leiteiros

O mineral mais importante na suplementação de bovinos em pastagens é o fósforo, sendo essencial como componente estrutural dos tecidos, fluidos e ativador de processos enzimáticos. Ele pode ser encontrado em diversas fontes como o fosfato bicálcico, fosfato de rocha, fosfato monoamônio e outros, sendo o fosfato bicálcico o mais utilizado e de maior biodisponibilidade.
A deficiência de fósforo é muito importante para bovinos, principalmente em relação àqueles mantidos em regime de campo. Extensas áreas com deficiência de P nas pastagens ocorrem em todo mundo e não há dúvida que essa deficiência é o distúrbio mineral mais comum e, também economicamente, mais importante afetando os herbívoros em regime de campo no Brasil.
Diversos alimentos podem ser utilizados na dieta do animal para atender as exigências de fósforo. Os teores em gramíneas forrageiras tropicais variam de 0,8 a 3 g de P/kg de matéria seca. Certamente, em termos de fósforo, tais níveis não permitem elevados desempenhos na ausência de suplementação com outras fontes de fósforo, entretanto, tem-se observado que em pastagens tropicais bem manejadas os teores de fósforo tendem a ser mais elevados (2 a 3g de P/kg de MS), o que reduz, mas não elimina a necessidade de fornecimento suplementar de fósforo.
Os componentes fosfatados nos suplementos minerais e nos concentrados utilizados em rações para gado de leite apresentam de uma maneira geral uma elevada disponibilidade de fósforo. Quando alimentos concentrados são incorporados na dieta em níveis de 10-20%, eles tendem quase sempre a atender ou até mesmo a superar as exigências de fósforo dos animais. Este efeito obviamente está vinculado ao tipo de alimento e aos fatores inerentes ao próprio animal.
Para as vacas em início de lactação, a elevada demanda por fósforo aumenta a absorção deste elemento no trato digestivo, ao mesmo tempo em que as exigências de cálcio repercutem na maior mobilização de fósforo a partir dos ossos.
Com o objetivo de assegurar um consumo adequado de fósforo no início da lactação (o pico no consumo de MS é posterior ao pico na produção de leite), as recomendações de fósforo são maiores nesta fase, o que pode gerar um excesso desse elemento no organismo do animal. Em outras palavras, é possível que no início da lactação os níveis de fósforo na dieta não precisem ser tão elevados, visto que o excedente não utilizado pelo animal seja excretado principalmente nas fezes e no leite e, em menor quantidade, na urina.
Solano Alex Oldoni – veterinário da Coamo em Toledo (Oeste do Paraná)

1 comentários:

Jhony disse...

cara voce é bom.. tem 4 blogs,os 4 atualizados e muito agradaveis de se ler... parabens

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