O escândalo da carne brasileira prejudica produtores

Carne fraca  brasileira vira caso de polícia 

Diversos países esta semana proibiram a importação da carne brasileira, depois que a polícia desmantelou uma quadrilha que subornavam alguns inspetores que tinha a obrigação da certificação da carne nos frigoríficos.

China, México, Chile, Japão, União Européia e Hong Kong tomaram medidas variadas para evitar a importação de carne brasileira. Por sua vez, o governo brasileiro fechou três fábricas e suspendeu as licenças de exportação de 21 fábricas de embalagem de carne. "Esta é a última coisa que a economia brasileira precisava", diz Neil Shearing, economista-chefe dos mercados emergentes da Capital Economics, uma empresa de pesquisa.

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A União Europeia está proibindo a carne de qualquer planta que está implicada no caso. China, Chile e Hong Kong suspenderam todas as importações de carne do Brasil.

O escândalo - chamado Carne Fraca - vem como o Brasil ainda está em sua maior recessão na história, atormentado por outros escândalos de corrupção, uma crise política e uma queda acentuada nos preços das commodities.

O Brasil exportou US $ 12,6 bilhões de carne no ano passado, tornando-se uma das maiores exportações do país. É um dos maiores exportadores mundiais de carne. A carne é um alimento básico da dieta brasileira.

Seis milhões de brasileiros trabalham na indústria de produção de carne, de acordo com a Associação Brasileira de Exportadores de Carne.

"De forma aparente, o escândalo em desenvolvimento sobre as exportações brasileiras de carne poderia descarrilar a recuperação econômica do país", diz Shearing.

A maioria das preocupações tem se centrado em aves brasileiras, mas outros países não estão se arriscando, proibindo temporariamente todas as importações brasileiras de carne.

A polícia brasileira disse na última sexta-feira que parte da carne acabou em almoços em escolas públicas, e evidências mostram que alguma carne foi direcionada para a Itália e Espanha. A operação de ataque massivo incluiu 1.100 agentes, mais de 300 ordens judiciais e quase 200 mandados de busca.

Mais de 30 inspetores federais de alimentos estão sob investigação.

Temer - jantar - importadores - carne - Brasil

Os maiores produtores de carne do Brasil, BRF e JBS, estavam entre os envolvidos no escândalo.

Em comunicado emitido na última sexta-feira, a JBS disse ter total confiança em seus processos de produção e na integridade de seu produto. Enfatizou que um de seus funcionários questionados não desempenhou papel estratégico na qualidade do produto ou em qualquer processo de inspeção.

A BRF afirmou em comunicado na semana passada que cumpre com todos os padrões e regulamentos exigidos por lei e que há "processos e controles rigorosos e não tolera práticas ilegais".

O presidente do Brasil, Michel Temer (fotografado acima), tentou arrefecer as preocupações. Ele levou embaixadores no Brasil de países importadores de carne para uma churrascaria brasileira no fim de semana.

Temer defendeu os sistemas de saneamento do Brasil dizendo que eles são "muito rigorosos".

A administração de Temer promoveu a investigação como um sinal de como os protocolos do país são fortes. Depois que a Coréia do Sul reverteu sua decisão de restringir a carne brasileira, Temer reivindicou-a como uma vitória.

Já houve reação alguma no Brasil, com colunistas locais argumentando que o governo pulou a arma e arriscou empregos na indústria ao espalhar sem intenção um estereótipo de que a carne brasileira estava estragada.

Os 21 produtores de carne sob investigação compõem uma fatia dos 5.000 estabelecimentos de produção de carne do país.

"O dano está feito", escreveu um editor da Folha de São Paulo, o jornal mais famoso do Brasil. "É dever da polícia federal concluir [a investigação] com rigor e velocidade, o que não isenta o Ministério da Agricultura de restaurar ... a confiança minada no sistema federal de inspeção".
Por Patrick Gillespie, Shasta Darlington e Marilia Brocchetto @CNNMoney

Emater capacita profissionais em agroecologia e agricultura orgânica

Para atender a demandas da agroecologia e da agricultura orgânica em Goiás e para demonstrar aos técnicos que prestam assistência técnica e extensão rural que é possível trabalhar a produção orgânica por meio do empoderamento de aspectos econômicos e práticos foi ministrado o curso Ater: Agricultura Orgânica em Base Agroecológica. Trinta extensionistas e cinco pesquisadores da Emater participaram do curso, ministrado na semana passada, e que teve como parceiras a UFG e a Rede de Agroecologia Centro-Oeste. 

agroecologia -agricultura orgânica


Também participaram da capacitação, 15 técnicos da iniciativa privada. A agroecologia é um modelo de agricultura sustentável no qual se leva em consideração aspectos sociais e ambientais. Os participantes receberam explicações sobre a certificação orgânica, sobre o desenvolvimento rural em Goiás, noções de empreendedorismo, o pastoreio racional voisin, a legislação ambiental e o manejo de solo.

Além dos assuntos abordados, o curso contou com uma visita técnica a uma propriedade orgânica no município de Hidrolândia. Para a extensionista rural da unidade local da Emater em Aurilândia, Kelly Cristina Barbosa de Moraes, o curso somará no trabalho de conscientização dos produtores rurais em relação à produção de alimentos saudáveis. “O curso foi muito válido no que diz respeito a capacitação e informação do técnico tanto na prática quanto na teoria”. A afirmação foi do supervisor da unidade local da Emater de Água Fria de Goiás, Lucydário Patriota de Araújo. Segundo ele, o conhecimento adquirido será repassado ao produtor para que ele consiga analisar a melhor maneira de transição da forma tradicional para os sistemas agroecológicos.

Coamo: a maior Cooperativa Agropecuária faturou R$ 10,7 bilhões em 2015

Coamo a maior Cooperativa Agropecuária da América Latina bate recorde de faturamento em 2015.

Maior cooperativa de produção agrícola da América Latina, a Coamo, de Campo Mourão (região Central do Paraná), caminhou na contramão da crise econômica brasileira em 2015. A empresa registrou um faturamento de R$ 10,7 bilhões no último ano, valor recorde na história do negócio e que consolida crescimento de 22,8% ante o desempenho de 2014. Os dados foram anunciados nesta sexta-feira (12), durante a 46ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), quando são apresentados aos cooperados os resultados do ano que passou.

Administração Central Coamo Campo Mourão


O desempenho só não foi ainda maior pois parte da produção de 2015 só será contabilizada em 2016, pontua o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Ele acredita que o agronegócio foi eficiente para contornar o cenário adverso do país e vai continuar crescendo. “Nós trabalhamos com alimentos e isso as pessoas sempre vão precisar, então eu acho que nosso setor não enfrentará grandes problemas”, avalia.

O salto do faturamento é comprovado pelos dados expressivos de movimentação. A cooperativa recebeu 7,04 milhões de toneladas de grãos no ano passado, volume que equivale a 3,4% de toda a produção nacional. Deste total, 3,5 milhões foram direcionados a exportação, movimentando a cifra de US$ 1,17 bilhão em 2015.

Gallassini destaca que uma parcela significativa do crescimento da cooperativa veio do Mato Grosso do Sul, onde ainda há áreas disponíveis para a expansão da produção. Por essa razão a região vai receber mais investimentos em 2016. “O agronegócio sempre contribuiu positivamente durante as crises, como foi o caso de 2008, e vai continuar contribuindo”, aponta. Ao todo a empresa conta com 112 unidades, instaladas também no Paraná e em Santa Catarina.

Para Gallassini, é possível ampliar ainda mais o faturamento neste ano, mas tudo dependerá do fator cambial. “O dólar é que vai definir, já que os preços da soja e do milho não estão tão favoráveis nas bolsas internacionais”, pontua. Ele lembra que neste ano a situação foi tão favorável que a cooperativa chegou a exportar um milhão de sacas de milho para os Estados Unidos, mesmo com a safra altamente positiva no país.
Ganho coletivo

O lucro do negócio também respinga no bolso dos 28 mil associados vinculados a cooperativa. Os cooperados receberão neste ano R$ 320 milhões equivalentes as “sobras”, que são uma parcela do faturamento devolvida ao final do exercício.

A introdução da apicultura no Brasil

Abelhas - A apicultura no Brasil

Abelha é um inseto que pertence à ordem dos himenópteros e à família dos apídeos. São conhecidas cerca de vinte mil espécies diferentes e, são as abelhas do gênero Apis mellifera que mais se prestam para a polinização, ajudando a agricultura, produção de mel, geléia real, cera, própolis e pólem.

As abelhas são insetos sociais que vivem em colônias. Elas são conhecidas há mais de 40 mil anos. A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, Ásia e África. A apicultura, a técnica de explorar racionalmente os produtos das abelhas existe desde o ano de 2400 a.C.. E os egípcios e gregos desenvolveram as rudimentares técnicas de manejo que só foram aperfeiçoadas no final do século XVII por apicultores como Lorenzo Langstroth (ele desenvolveu as bases da apicultura moderna).

A sua introdução no Brasil é atribuída aos jesuítas que estabeleceram suas missões no século XVIII, nos territórios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no noroeste do Rio Grande do Sul.

Em 1839, o padre Antonio Carneiro Aureliano mandou vir colméias de Portugal e instalou-as no Rio de Janeiro. Em 1841 já haviam mais de 200 colméias, instaladas na Quinta Imperial. Em 1845, colonizadores alemães trouxeram abelhas da Alemanha (Nigra, Apis mellifera melífera) e iniciaram a apicultura nos Estados do sul. Entre 1870 e 1880, Frederico Hanemann trouxe abelhas italianas (Apis mellifera lingústica) para o Rio Grande do Sul. Em 1895, o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itália para Pernambuco.

abelhas -a apicultura no Brasil

Em 1906, Emílio Schenk também importou abelhas italianas, porém vindas da Alemanha. Por certo, além destas, muitas outras abelhas foram trazidas por imigrantes e viajantes procedentes do Velho Mundo, mas não houve registro desses fatos. Iniciava-se assim a apicultura brasileira. Durante mais de um século ela foi se desenvolvendo, principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também em São Paulo e Rio de Janeiro havia uma atividade bem desenvolvida.


A origem da Suinucultura e as principais raças


Suínos: sua origem e principais raças

Os suínos apareceram na Terra há mais de 40 milhões de anos, sendo parte, portanto, da aristocracia pré-histórica do mundo animal. Pertencem ao gênero Sus e com base em suas origens são filiados à três grandes espécies:
Sus scrofa - tipo célico, descendente do javali europeu;
Sus vitatus - tipo asiático, originário da Índia;
Sus mediterraneus - tipo ibérico.

Desde a Idade da Pedra Polida (18.000 a 5.000 a.C), o europeu e o habitante do Oriente Próximo comiam a carne do porco. Sua domesticação, que antes se creditava aos chineses ou aos mesopotâmios, foi observada há 10.000 anos atrás, conforme recente pesquisa do arqueólogo americano M. Rosemberg, que descobriu que os primeiros homens de aldeias fixas, tinham como principal fonte de alimento os suínos, e não cereais como a cevada e o trigo.

A zona de expansão do porco foi realmente considerável, e os seus limites coincidem com os do habitat das florestas de carvalho (onde viviam os carnívoros). Não existe propriamente um clima específico para a criação de porcos. A suinocultura se processa em toda parte. Na China, onde as florestas são escassas, a espécie se propaga ainda em maior proporção do que na Europa.

Porém somente no início do século XX, começou realmente o melhoramento genético daquelas raças, através da importação de animais das raças Berkshire, Tamworth e LargeBlack, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland China. Em 1930/40 chegaram as raças Wessex e Hampshire, em 1950 o Landrace, e na década de 60, os Large White. O melhoramento genético mostrava-se inovador com a entrada dos primeiros animais híbridos da Seghers e PIC, na década de 70.

O uso do porco na cozinha brasileira, portanto, data praticamente da época do descobrimento. Esteve incorporado à cozinha mineira desde os primórdios de sua história. Sabe-se que dado ao total interesse do colonizador pela atividade mineradora, pouco ou nada sobrava de mão de obra para as atividades de plantio ou criação de animais. Isso nos levou ao uso abundante dos porcos nas Minas Gerais do século XVIII pois, para a sua criação bastavam as "lavagens", restos de alimentos que acrescentados a outros produtos nativos como bananas e inhames, compunham a ração necessária para a fartura de banha, torresmo, carnes, lingüiça e lombo.
Correio Gourmand.com.br

Frutas : A origem da Banana


Banana suas características e variedades

A banana é um fruto de origem asiática que, a partir do século XV, teve seu cultivo e uso culinário introduzidos no continente americano. Apresenta muitas variedades. As do tipo maçã, ouro, prata e nanica são chamadas bananas de mesa. Há as bananas para fritar, como a banana-da-terra e figo. da banana ainda verde produz-se farinha para o preparo de mingaus e biscoitos. O fruto maduro é ingrediente de destaque em vários pratos típicos brasileiros, tanto doces como salgados.

A palavra banana é originária das línguas serra-leonesa e liberiana (costa ocidental da África), a qual foi simplesmente incorporada pelos portugueses à sua língua.

Não se pode indicar com exatidão a origem da bananeira, pois ela se perde na mitologia grega e indiana. Atualmente admite-se que seja oriunda do Oriente, do sul da China ou da Indochina. Há referências da sua presença na Índia, na Malásia e nas Filipinas, onde tem sido cultivada há mais de 4.000 anos. A história registra a antigüidade da cultura.

A bananeira, planta típica das regiões tropicais úmidas, é um vegetal herbáceo completo, pois apresenta raiz, tronco, folhas, flores, frutos e sementes. O tronco é representado pelo rizoma e o conjunto de bainhas das folhas de pseudocaule. Entretanto, no linguajar popular este é chamado de tronco da bananeira.

As sementes das bananeiras primitivas, que eram férteis, teriam tido 2 cm. Atualmente, em geral são estéreis e se apresentam como pequenos pontos escuros localizados no eixo central da fruta.

As bananeiras existem no Brasil desde antes do seu descobrimento. Quando Cabral aqui chegou, encontrou os indígenas comendo in natura bananas de um cultivar muito digestivo que se supõe tratar-se do ‘Branca’ e outro, rico em amido, que precisava ser cozido antes do consumo, chamado de ‘Pacoba’ que deve ser o cultivar Pacova. 


A palavra pacoba, em guarani, significa banana. Com o decorrer do tempo, verificou-se que o ‘Branca’ predominava na região litorânea e o ‘Pacova’, na Amazônica.

Açaí é uma fruta brasileira rica em antioxidantes que combate o envelhecimento

Açaí fruta nutritiva rica em antioxidantes e radicais livres


O açaí (Euterpe oleracea), também chamado uaçaí, açaí-branco, açaí-do-pará, açaizeiro, coqueiro-açaí, iuçara, juçara, palmiteiro, palmito, piná e tucaniei[1], é uma palmeira que produz um fruto bacáceo [1] de cor roxa muito utilizado na confecção de refrescos.(wikipedia)

O açaí, fruta que faz o maior sucesso nas academias brasileiras, conquistou definitivamente o exterior. O motivo é que os pigmentos que dão à fruta aquela cor roxa intensa possuem ingredientes que, de tão nutritivos, fazem dele um dos alimentos mais saudáveis que existem. A fruta é rica em antioxidantes que combate os radicais livres que promovem as doenças e o envelhecimento.

A alta quantidade de compostos que trazem benefícios ao corpo fazem do açaí um alimento poderoso, afirma a nutricionista Ana Paula Mendonça. O açaí é rico em vitaminas, cálcio, ferro, fibras, fósforo, minerais e potássio.

Açaí e sua importância econômica


O açaí é um dos produtos amazônicos que experimentaram considerável evolução na oferta e, principalmente, na demanda, expandindo-se para o mercado nacional e internacional nas duas últimas décadas.

A boa aceitação do produto no mercado se deve às suas características alimentares e funcionais, por conter consideráveis níveis de antocianinas e ácidos graxos insaturados, entre outros atributos diferenciados.

Da polpa dos frutos, obtém-se o suco, utilizado como alimento e como componente de suplemento alimentar e cosméticos, principalmente. A produção agrícola e extrativa do açaí reveste-se de importância ambiental, na medida em que, quando realizada de forma racional, pode auxiliar a conservação da Floresta Amazônica.

safra do açaí
O açaí tem um antioxidante excelente para a saúde.
Do ponto de vista social, a atividade é exercida predominantemente por populações tradicionais e agricultores familiares, sendo, normalmente, uma das principais fontes de renda dessas famílias. Tem sido estimado que as atividades de extração, transporte, comercialização e industrialização de frutos e palmito de açaizeiro são responsáveis pela geração de 25 mil empregos diretos e geram anualmente mais de R$ 40 milhões em receitas.

A Árvore do Conhecimento do Açaí oferece informações sobre a produção de açaí, abrangendo as fases de pré-produção, produção e pós-produção, além do acesso a recursos de informação na íntegra. As informações podem ser obtidas pela navegação numa estrutura ramificada em forma de árvore hiperbólica, por hipertexto ou pelo serviço de busca.

Colheita e pós-colheita do Açaí


O açaizeiro inicia seu ciclo de produção de frutos com a idade entre 3 e 4 anos. A sua inflorescência é formada por um conjunto de ramos com números variáveis de flores masculinas e femininas que, após o desenvolvimento dos frutos, é conhecido por cacho (Fig. 1).

O florescimento ocorre durante todos os meses do ano, com o pico entre os meses de fevereiro e julho. Após a abertura (antese) e fecundação das flores, são necessários, aproximadamente, de 5 a 6 meses para os frutos atingirem a fase de colheita.

A produção anual de cachos frutíferos por touceira depende da fertilidade e umidade do solo, e da luminosidade. Cada cacho, freqüentemente, contém algumas centenas de frutos que, quando maduros, têm a coloração roxo-escura, por isso muitas vezes é denominado de roxo ou preto, sendo exceção o açaizeiro do tipo branco, com a coloração verde.

Na Região do Estuário Amazônico se destacam duas épocas perfeitamente diferenciadas para a produção de frutos de açaizeiro:

- Safra de inverno: Corresponde à época das chuvas e os frutos, nesse período, normalmente são colhidos em diferentes estágios de maturação, têm a coloração roxo-azulada e o açaí produzido é considerado de qualidade inferior.

- Safra de verão: Ocorre no período de estiagem, com um volume de produção de duas a três vezes maior que a safra de inverno. Os cachos apresentam maior homogeneidade quanto ao estágio de maturação e o açaí obtido tem a coloração vermelho-arroxeada, o qual é considerado de melhor qualidade sensorial.


Cestos usados para o acondicionamento de frutos de açaizeiro
Despolpadeira de Açai

O plantio do Morango e suas principais cultivares

Morango: características e principais variedades

A cultura do morango é conduzida como cultura anual, com novos plantios a cada ano-safra. A produção de mudas é efetuada do final da primavera ao início do outono; a colheita dos frutos inicia-se dois meses após o transplante e estende-se do final do outono à primavera seguinte.
O morango está entre as espécies cultivadas com maior sensibilidade a pragas e doenças e alta perecibilidade. Esta condição exige do produtor um contínuo esforço de manejo, especialmente fitossanitário, para que a fruta seja produzida com a aparência e a produtividade capazes de lhe proporcionar lucro. Entretanto, o uso indiscriminado e sem critérios plenamente definidos dos agrotóxicos pode originar problemas ainda mais sérios, reduzindo a qualidade e o acesso aos mercados.

Recomenda-se colocar conjuntos de caixas de abelhas próximos a área de plantio. Utiliza-se, como atrativo para as abelhas, principalmente no início da floração, mel, água e açúcar, visto que essa prática será realizada em períodos desfavoráveis para atividade dos insetos (temperatura baixa).
Plantio de Morango em Minas Gerais. Foto:patosnoticias.com.br.

O interesse pelo cultivo do morango é justificado pela alta rentabilidade da cultura, o amplo conhecimento e aceitação da fruta pelo consumidor e pela diversidade de opções de comercialização e processamento do morango. O fruto é processado na forma de polpa, sorvetes, geléia, compotas e sucos.

O morango é uma cultura típica de climas mais amenos, não sendo muito tolerante a temperaturas elevadas. No Brasil o morango tem se adaptado melhor do sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, porém existem experiências até mesmo no cerrado.

O morangueiro é uma cultura especialmente exigente em condições físicas e nutricionais do solo. Produz melhor em solos areno-argilosos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e de boa constituição física. A faixa de pH preferido fica entre 5,5 e 6,0. Em solos mais ácidos é recomendável uma calagem.A adubação orgânica traz uma série de benefícios que resultam em melhoria de produtividade e resistência das plantas. Por isso, inicialmente pode-se proceder a adubação orgânica em toda área e, em seguida, realiza-se a preparação de canteiros. Após o levantamento de canteiros, ainda pode-se utilizar o húmus que pode ser espalhado homogeneamente e incorporado com enxada rotativa.

Principais Cultivares:

As principais cultivares destinada à industria são: Santa Clara, Burlkey, Dover. Para consumo in natura Tangi, Campinas, Osogrande, Tudla, Selva e Seascape. Para dupla finalidade Vila Nova.

Campinas: cultivar de dias curtos e rústica; fruto grande e de bom sabor; tolerância à mancha angular.
Vila Nova: cultivar de dias curtos; planta de porte médio; folhas de densidade e tamanho médios e de coloração verde escura; ciclo precoce e alta produtividade. Frutos de formato cônico, longos e graúdos quando das flores primárias e secundárias e pequenos quando das flores terciárias e quaternárias.
Santa Clara: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor, boa densidade de folhas que recobrem os frutos. Frutos de tamanho médio, formato irregular, epiderme vermelha escura; polpa de textura média e cor vermelha uniforme; ciclo médio e produtividade alta; sabor ácido e próprio para industrialização.
Bürkley: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor; folhas grandes e de coloração verde escura; muito alta capacidade de produção e ciclo precoce: Frutos grandes, polpa de textura média e de coloração vermelha clara; epiderme vermelha; sabor ácido próprio para a industrialização.
Tangi: cultivar de dias curtos; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura, apresentando muita pilosidade nos folíolos, característica que evidencia tolerância ao ácaro rajado; ciclo tardio e capacidade de produção mediana. Frutos de tamanho médio,
Oso Grande: cultivar de dias curtos e de grande adaptabilidade; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura; ciclo mediano e elevada capacidade produtiva. Frutos de tamanho grande.
Tudla Milsey: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes de coloração verde escura; ciclo tardio e com grande capacidade produtiva. Frutos de formato cônico ou de cunha alongado, de tamanho grande, polpa de textura firme e de coloração vermelha.
Camarosa: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes e coloração verde escura; ciclo precoce e com alta capacidade de produção. Frutos de tamanho grande.
Selva: cultivar de dias neutros; média produtividade; frutos de tamanho irregular, de coloração vermelha clara.
Seascape: cultivar de dias neutros; comportamento parecido com o da cultivar Selva, diferenciando-se principalmente por apresentar frutos grandes e de maior uniformidade.


Para maiores informações consultem:
Embrapa
Sebrae